Thiago

Como controlar o desperdício de materiais na construção civil?

Postado em 14 de julho de 2020

Em qualquer obra, é preciso lidar com o desperdício. Mas isso não é uma tarefa fácil, e a nossa realidade atual demonstra isso – em uma construção, em média, são gastos 8% a mais de materiais do que o necessário. Mas desperdícios e custos desnecessários podem sim ser evitados. Justamente por isso, o planejamento na construção civil é tão importante quanto a execução.
De acordo com o diretor comercial da empresa de revestimentos sustentáveis Ecogranito, Renato Las Casas, a redução do desperdício gera não apenas o aumento do lucro e da produtividade, como também fomenta a sustentabilidade e a preservação ambiental. “Com um planejamento adequado e um monitoramento constante, se torna quase que intuitivo o ato de minimizar os prejuízos financeiros e garantir um empreendimento sustentável e correto ambientalmente”, observa.
Mas, para produzir um planejamento que seja realmente assertivo é necessário avaliar os pontos de atenção, para assim identificar maneiras de evitar os desperdícios de materiais, equipamentos, mão de obra e os diversos outros tipos de perda que podem existir em uma obra.
Uma boa alternativa é a implantação de ações que privilegiem a reutilização de materiais. “Além de contribuir com a redução de gastos e desperdícios, essa atitude também é uma maneira de prevenir e minimizar os impactos ambientais produzidos ao longo da rotina de obras. Adquirir novas tecnologias, como materiais sustentáveis e ecológicos, para a melhoria dos processos de construção também é essencial, especialmente no contexto atual”, explica.
Ainda segundo Renato, o transporte de materiais também deve ser foco de atenção. “Digo isso porque percebo que um processo produtivo mais prático, demanda menos gastos e evita o desperdício de tempo de mão de obra e de materiais. Organizar o canteiro de obras de modo inteligente é ideal para otimizar os processos e deslocamentos de materiais e pessoas”, aponta Las Casas.

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Falta de atenção postural em atividades de lazer podem prejudicar a saúde da coluna

80% das pessoas sofrem com dores na coluna no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde)

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Quando fazemos atividades corriqueiras como limpar a casa, levantar caixas ou lavar louça, é natural que nos atentemos a postura, mas em momentos de lazer, essa preocupação acaba ficando de lado, como é o caso da dança, por exemplo. “Nestas horas, quando estamos nos divertindo esquecemos completamente da intensidade que é depositada na coluna, quadril e no joelho” – garante Bernardo Sampaio, fisioterapeuta e diretor clínico da unidade de Guarulhos do ITC Vertebral.
A dança é um importante aliado e queridinho das mulheres, pois além de ajudar no processo de emagrecimento, trabalha a flexibilidade do corpo, na diminuição da ansiedade, no aumento da autoestima e na tonificação dos músculos, além de proporcionar a sensação de bem-estar e alegria. A grande questão são os incômodos que costumam aparecer depois, que podem causar problemas mais sérios, como hérnia de disco.
Recentemente, a cantora Anitta expressou nas redes sociais o incomodo que sofre com uma hérnia de disco, que pode ter sido provocada desde a uma pré-disposição genética até a rotina exaustiva de shows. Já o cantor Péricles e o jogador de futebol do Atlético de Madrid, Diego costa precisaram passar por cirurgias após sentirem fortes dores na coluna decorrentes da mesma patologia.
“Quando falamos da coluna, é muito importante pensar na melhor forma evitar as lesões. Muitas vezes exigimos muito do nosso corpo sem saber, e esquecemos de dar a ele o devido descanso. Se você é uma pessoa sedentária, por exemplo, não tente arriscar passos que exijam muito da coluna, isso pode causar dores no dia seguinte e até complicações mais sérias” – explica.
Além de tudo, devemos lembrar que a coluna vertebral é responsável por sustentar todo o nosso corpo, desde membros superiores até os inferiores. Então, manter a saúde dela em dia, é fundamental para viver com qualidade. “Tente manter a postura quando sentado, sem ficar corcunda; evite pegar objetos pesados de uma só vez; tente colocar alguns travesseiros debaixo do joelho quando for dormir” – resume.
Vale ressaltar que ser uma pessoa ativa, fazer exercícios físicos, inclusive dançar, se praticado de forma correta, só trará benefícios.

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ECA completa 30 anos com uma série de desafios na defesa das crianças e adolescentes

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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou na última segunda-feira (13) 30 anos de existência. A legislação é considerada um marco na defesa dos direitos das crianças e adolescentes brasileiras. O estatuto foi regulamentado pela Lei 8.069 de 1990, após a realização da Convenção dos Direitos da Criança na Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com a Unicef, em meio à pandemia da Covid-19, o ECA reforça ainda a importância na proteção dos menores de idade, principalmente aqueles em vulnerabilidade social e as crianças e adolescentes negros, indígenas e migrantes.

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Entre os pontos estabelecidos pelo estatuto está o estabelecimento da maioridade penal aos 18 anos. A Unicef afirma que, no ano em que foi criado, quase 20% das crianças entre 7 e 14 anos de idade estavam fora da escola. Em 2018, esse número foi reduzido para 4,2%. Além disso, entre 1992 e 2016, de acordo com o Unicef, o Brasil evitou que 6 milhões de crianças 5 a 17 anos estivessem em situação de trabalho infantil. A entidade alerta ainda que a violência ainda é um gargalo a ser superado no país.

Fonte: Brasil 61

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Como lidar com o luto e a falta de rotina trazidos pelo Covid-19

Postado em 30 de junho de 2020

A pandemia da doença do coronavírus (COVID-19) mudou a vida das pessoas de muitas maneiras. Além de sentir luto pela perda de vidas causada pela COVID-19, você provavelmente está de luto pela perda da sua rotina normal.
Restrições para ficar em casa impostas para prevenir a disseminação da COVID-19 afetaram os empregos das pessoas, a maneira com que crianças brincam e vão à escola e a habilidade de se reunir em pessoa com amigos e família. Essas medidas também mudaram a maneira com que as pessoas fazem compras, praticam suas religiões, se exercitam, comem e buscam entretenimento. Como consequência, a pandemia teve um impacto psicológico profundo, fazendo com que as pessoas perdessem seus sensos de segurança, previsibilidade, controle, liberdade e proteção.
Por que a perda da rotina é tão desoladora? Você pode não perceber, mas você não se apega somente a outras pessoas. Você também provavelmente sente fortes vínculos com seu trabalho e com certos lugares e coisas. A experiência de perder esses vínculos, porém, não é tão bem definida quanto algumas perdas. E finais inesperados podem causar emoções intensas. Isso pode tornar difícil lidar com o que aconteceu e seguir em frente.
Você talvez também sinta que mudanças trazidas pela pandemia estão afetando seu senso de identidade. Por exemplo, se sua identidade é ligada estreitamente com seu emprego, perdê-lo pode provocar uma crise de identidade.

Sinais e sintomas de luto
Luto pode fazer com que você se sinta entorpecido ou vazio, com raiva, ou incapaz de sentir alegria ou tristeza. Você também pode ter sintomas físicos, como problemas para dormir ou comer, fadiga excessiva, fraqueza muscular ou tremores. Você pode ter pesadelos ou retirar-se socialmente.
Lembre-se, porém, de que o luto pode ter efeitos positivos também. Por exemplo, você pode se sentir grato por pessoas corajosas e atenciosas em sua comunidade. Você pode encontrar uma nova apreciação por seus relacionamentos e ter desejo de ajudar outros que estão passando por perdas similares.

Lidando com o luto do coronavírus
Por pior que faça você se sentir, o luto serve um propósito importante. O luto ajuda você a reconhecer que passou por uma perda e que precisará se adaptar.

Para lidar com o luto:
Preste atenção nos seus sentimentos. Cite o que você perdeu durante a pandemia. Talvez ajude escrever isso em um diário. Permita-se sentir tristeza ou chorar.
Pense nas suas forças e habilidades de superação. Como elas podem te ajudar a seguir em frente? Pense em outras transições difíceis pelas quais você passou, como uma troca anterior de emprego ou um divórcio. O que você fez que o ajudou a se recuperar?
Mantenha-se conectado. Não permita que o distanciamento social o previna de conseguir o apoio de que você precisa. Use ligações, mensagens de texto, chamadas por vídeo e mídias sociais para manter contato com seus familiares e amigos que são positivos e encorajadores. Procure aqueles que estão em situações similares. Animais de estimação também podem fornecer apoio emocional.
Crie uma rotina adaptada. Isso pode ajudar a preservar um senso de ordem e propósito, apesar do quanto as coisas podem ter mudado. Além do trabalho ou estudo remotos, inclua atividades que possam ajudá-lo a lidar com a situação, como exercício, prática religiosa ou passatempos. Mantenha um horário regular para ir dormir e tente manter uma dieta saudável.
Limite a quantidade de notícias que você vê. Passar tempo demais lendo ou escutando notícias sobre a pandemia da COVID-19 pode fazer com que você foque demais naquilo que perdeu, além de aumentar a ansiedade.
Lembre-se da jornada. Se você perdeu seu trabalho, você não tem que deixar o jeito com que acabou definir a experiência toda. Pense em algumas de suas memórias boas e no panorama geral.
Conforme você se ajustar a uma nova realidade e focar nas coisas que pode controlar, seus sentimentos de luto irão diminuir.
Se você está tendo problemas em lidar com seu luto causado pelas mudanças decorrentes da pandemia, considere procurar ajuda de um profissional de saúde mental.

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Pesquisa mostra que 10% dos consumidores pretendem fazer compras somente pela internet pós-pandemia

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Um estudo realizado pela Social Miner revela que o comportamento do consumidor pós-pandemia vai mudar. Os dados apontam que 62,7% dos entrevistados vão fazer compras em mercados e feiras tanto em lojas físicas quanto pela internet e que 10,9% estão decididos a comprar somente on-line.
A forma de estudar também deve apresentar mudanças. Pouco mais de 45% dos entrevistados disseram que vão optar exclusivamente por cursos on-line – o restante afirmou que vai mesclar entre cursos presenciais e pela internet.
O comportamento, segundo a pesquisa, se deve ao sucesso das compras on-line, já que 72,4% dos consumidores relataram experiências positivas com o e-commerce. Pouco mais de 22% disseram que a experiência foi intermediária e 5,4% tiveram experiência negativa.
Os dados mostraram também que 7,5% dos entrevistados compraram pela primeira vez pela internet durante a pandemia. Sites de busca, como o Google e Bing, foram as principais fontes de busca de produtos.

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Mais de um milhão de brasileiros têm direito de receber auxílio emergencial reconhecido

Ao todo, governo já liberou mais de R$ 92 bilhões para pagamento do benefício

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Mais um milhão de brasileiros foram considerados elegíveis para receber o auxílio emergencial do Governo Federal. Todos os cadastros feitos entre 27 de maio e 16 de junho foram encaminhados à Caixa Federal, que é a responsável pelo pagamento aos beneficiários.
Desde abril, 65,2 milhões de brasileiros já se tornaram elegíveis ao auxílio dado para minimizar o impacto da crise econômica pelo novo coronavírus. O governo estima que 58,7% da população foi alcançada pelo programa, uma vez que, indiretamente, o custeio chegou a 124 milhões de pessoas.
Ao todo, a Caixa já pagou R$ 92,3 bilhões para os beneficiários. Atualmente, o programa está liberando a terceira parcela, mas todas as pessoas que conseguiram a aprovação junto ao governo vão receber todas as parcelas. O auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1.200 para mulheres que são responsáveis pelas despesas da família) é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

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MINUTO SAÚDE: Saiba por quanto tempo o vírus da COVID-19 fica no organismo das pessoas

De acordo com as informações do Ministério da Saúde, o período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias

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O coronavírus é uma doença causada por um vírus que ataca o sistema respiratório das pessoas. De acordo com as informações do Ministério da Saúde, o período de incubação é o tempo que leva para os primeiros sintomas aparecerem desde a infecção por coronavírus, que pode ser de 2 a 14 dias. Então, é preciso ficar atento porque uma pessoa doente normalmente não apresenta os sintomas antes desse período. É isso o que nos explica a médica pneumologista da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), Patrícia Canto Ribeiro.
“A gente calcula em 14 dias, o que a gente chama desse período de incubação do vírus. Então, se uma pessoa entrar em contato com o vírus, hoje, por exemplo, até daqui a 14 dias ela pode ou desenvolver a doença ou mesmo desenvolver anticorpos. Porque a gente sabe, hoje em dia, que nem todos que têm o contato vão adoecer de forma grave, às vezes a pessoa tem doença leve ou mesmo é imune à doença”.
Segundo o Ministério da Saúde, a transmissão acontece de uma pessoa doente para outra ou por contato próximo por meio de toque do aperto de mão, gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro e objetos ou superfícies contaminadas, como celulares, mesas, maçanetas, brinquedos, teclados de computador, entre outros. Por isso, não abra mão da distância mínima de 2 metros entre você e as outras pessoas nos estabelecimentos comerciais, além do uso de máscara. Lave bem as mãos e faça uso do álcool em gel depois de manusear objetos e equipamentos. A melhor forma de evitar o coronavírus é se protegendo. Se você tem dúvida se está com coronavírus, basta ligar para 136 ou acessar no chat pelo site saude.gov.br/coronavirus.

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Aumento de resíduos domésticos podem gerar proliferação de pragas urbanas

Aprag alerta para a necessidade de um combate mais efetivo neste momento

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Associação dos Controladores de Vetores de Pragas Urbanas (Aprag) alerta para a necessidade de reforçar o combate de insetos e roedores nas cidades. Os novos hábitos adquiridos durante a pandemia, quando muitas pessoas se mantiveram em casa, pode ter ajudado na proliferação desses agentes transmissores de doenças como dengue, zika, chikungunya, leptospirose, entre outras. A quarentena teria aumentado a quantidade de resíduos residenciais. Além disso, os estabelecimentos comerciais fechados transformam-se em campo fértil para o aumento de pragas.
Para o vice-presidente da Aprag, Sérgio Bocalini, este tipo de atenção se torna ainda mais importante num momento de grave pandemia. O objetivo é evitar o colapso na rede hospitalar, já bastante impactada pelos casos de coronavírus.
“Não podemos trabalhar com cobertor curto em termos de trabalho sanitário. O combate às pragas urbanas pode ajudar a diminuir o impacto nos hospitais. No inverno, podemos observar a presença mais intensa de roedores, principalmente em ambientes fechados, pois estão a procura de locais mais aquecidos”, avisa Bocalini.
Segundo ele, para prevenir a proliferação das pragas urbanas dentro de casa é preciso primar pela organização dos ambientes e limpar detalhadamente o local.
“Importante salientar que a contratação de uma boa empresa especializada no controle de vetores e pragas urbanas pode contribuir de maneira significativa para evitar ou diminuir a presença destes animais nocivos”, finaliza.

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Comedouros em concreto para pets – anéis empilháveis que aliam estilo, resistência e saúde para os bichos de estimação

Veterinários recomendam que a altura do comedouro esteja entre o cotovelo e o peito do pet prevenindo assim problemas digestivos, dores na coluna e artrites

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Comedouros são itens essenciais para quem tem pets. Além de incentivar a alimentação independente do animal, eles podem, se na altura correta, ajudar a preservar a saúde e proporcionar conforto à cães de todos os portes. Especialistas afirmam que, em sua maioria, cães e gatos distribuem 60 % de seu peso corporal nos membros torácicos e 40 % nos membros pélvicos na hora de se alimentar. Justamente por isso, veterinários recomendam que a altura do comedouro esteja entre o cotovelo e o peito do pet prevenindo assim problemas digestivos, dores na coluna e artrites.
Pensando em atender às necessidades dos bichinhos e de seus donos, a Traço lança os Comedouros UP!: anéis empilháveis, que aliam estilo, resistência e praticidade, com beleza e sofisticação. Feitos artesanalmente, em concreto reforçado com fibras de polipropileno e tratamento para impermeabilização, os comedouros são super resistentes a mordidas e possuem um sistema de travamento entre peças. Além disso, por ser feita em inox, a tigela é de fácil higienização, além de ser livre de corrosão e não desprender partículas nocivas ao animal.
Com desenho concebido pelos arquitetos do Estúdio Nacional, os anéis do Comedouro UP! são 100% produzidos no Brasil, com recursos locais. A confecção e venda são realizadas pela Traço, que desde 2016 desenvolve e comercializa objetos de design e mobiliário em concreto. O produto está disponível em várias opções de cores (branco, cinza claro, cinza escuro, azul, rosa, terra e vermelhão) e pode ser usado em áreas internas e externas, como parte da decoração da casa.
Cada anel mede 25 cm de largura por 7 cm de altura e pesa 3,1kg. A tigela em inox tem capacidade total 1,5 litros. Para saber a quantidade ideal de anéis, a marca indica que o cliente meça a altura do peito e do cotovelo do pet até o chão. A altura total do comedouro deve estar entre essas duas medidas. Mais informações: www.tracoobjetos.com.br/produto/comedouro-up/

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Imóvel alugado: dicas para deixá-lo com a sua cara, tanto na decoração quanto nas funcionalidades

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Atualmente, morar em um imóvel alugado não é mais sinônimo de situação temporária, muita gente escolhe viver assim e não pensa em ter um imóvel próprio, principalmente a geração dos Millennials – pessoas na faixa etária entre 26 e 40 anos – que buscam lares que se adaptem às necessidades da fase da vida em que estão. Além disso, preferem investir mais em experiências do que em bens materiais, segundo pesquisa da consultoria de mercado Kantar. Mas, então, como o morador pode deixar este imóvel, que não é próprio, adaptado para as suas necessidades e com a sua personalidade?
Segundo a Arquiteta Larissa Reis, para esse perfil de moradia, as alterações devem ser, essencialmente, planejadas para ser modificadas de maneira fácil e, antes de qualquer coisa, aprovadas pelo proprietário. “Acredito que nesses casos reformar é melhorar diretamente a qualidade de vida de quem está morando no imóvel. O projeto precisa traduzir a personalidade do morador atual, para criar nele um sentimento de pertencimento ao local, afinal, todos precisamos de um lugar de identificação”, explica.
Confira abaixo algumas dicas da arquiteta para que seu imóvel alugado fique na medida para você, tanto nas funcionalidades quanto na decoração:

Escolha
As características mais importantes a serem observadas na escolha do imóvel são a localização, sua metragem e medidas. Já a estética é algo mais fácil de se adaptar, caso essa seja a sua vontade.

Melhorias
As chamadas benfeitorias são os gastos feitos para conservação, melhoria ou embelezamento do imóvel. Podem ser de natureza estética como, por exemplo, a troca de revestimentos e cores ou estruturais e de manutenção. “Pela lei do inquilino, apenas a segunda hipótese é obrigatoriamente paga pelo locador. Porém, descontos no aluguel podem ser negociados entre inquilino e proprietário, já que ambos irão se beneficiar das melhorias. Nesse momento, o diálogo é a melhor opção”, ressalta Larissa.

Imprimindo personalidade
Primeiro analise e entenda quais são suas necessidades e de quem mora com você, quais são as atividades mais comuns na casa e então crie um ambiente funcional, que priorize o que realmente importa. Depois disso, escolha as cores, o mobiliário, objetos pessoais, objetos personalizados e itens como tapetes, cortinas, plantas e afins. “Esses elementos podem transformar o ambiente por completo”, afirma a profissional.

Invista
Para Larissa, no que vale investir é uma escolha muito pessoal, a dica que arquiteta dá é que antes de investir nas mudanças o morador reflita sobre quanto tempo pretende permanecer no imóvel e também sobre o orçamento disponível. “Mas acredito que sempre vale a pena fazer melhorias no lar. Por exemplo, trocar a pintura das paredes, investir em móveis que se adaptem melhor ao espaço e em itens de decoração, são formas de aumentar o conforto e a identificação com o ambiente.

Evite
Segundo a Arquiteta, os itens mais delicados de se trocar em um imóvel alugado são as paredes e esquadrias, pois quando modificadas sem os cuidados necessários e o acompanhamento de um profissional adequado podem comprometer a estrutura e os revestimentos, que são de alto valor. Ambas as mudanças devem contar sempre com a aprovação do locador.

Alterações estruturais
Mas se, ainda assim, você sentir a necessidade de fazer alterações estruturais, há soluções no mercado que permitem que elas sejam mais tranquilas. “Uma boa opção para mudanças de layout do imóvel são as paredes de drywall – parede formada por estruturas de perfis de aço e chapas de gesso – que são rapidamente executadas e, de modo geral, proporcionam uma obra mais limpa”, explica Larissa. Já no caso de mudanças nos banheiros como a troca de acessórios, por exemplo, a dica da arquiteta é guardar os itens originais para que na devolução do imóvel seja possível realizar a troca e levar os objetos acrescentados para nova residência.
É importante lembrar que toda mudança estrutural necessita de uma análise profissional prévia e da permissão do proprietário do imóvel.

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WhatsApp como prova processual: o que você precisa saber

Postado em 18 de junho de 2020

Criado em 2009, o WhatsApp é um aplicativo que inicialmente tinha como objetivo a troca de mensagens de texto entre os usuários. No entanto, ao passar do tempo, com grande adesão em todo o mundo, se tornou multitarefas. Além de mensagens de texto, ele permite o compartilhamento de arquivos em diversos formatos, chamadas de voz e vídeo, entre outros recursos, estando em constante aprimoramento de acordo com as necessidades cada vez mais frequentes dos usuários.
A facilidade na utilização da plataforma é um dos motivos pelos quais o instrumento se tornou tão difundido entre as pessoas. Dificilmente, há alguém que possui um smartphone e não utiliza o WhatsApp. Assim, a circulação de todo tipo de informações foi extremamente ampliada, contemplando desde conversas cotidianas banais até ameaças, organizações de reuniões, gerenciamento de empresas etc. Apesar de haver recursos que possibilitam que as mensagens sejam apagadas, nunca foi tão fácil conseguir o registro de uma informação.
Mesmo com um grande fluxo de informações, os responsáveis garantem que a utilização é segura, havendo criptografia de “ponta-a-ponta”, o que permite que somente você e a pessoa com quem você esteja se comunicando possam ler o que foi enviado. Este sistema de segurança tem como fundamento a impossibilidade de alguém que não esteja na sua interface da conversa, tenha acesso a ela. Contudo, isso não impede que pessoas invadam uma conta de um usuário e tenham acesso às suas informações, de tal modo que, ao usuário também é necessário zelar pela guarda de logins e senhas.
Este aplicativo teve um impacto em escala global e alterou a forma como as pessoas se comunicam. O que anteriormente era dito sem a possibilidade de registro, por meio de ligações ou conversas pessoais, tornando difícil a sua comprovação pela falta de testemunhas, por exemplo, hoje o simples salvamento da conversa possibilita a comprovação de um direito ou mesmo apresenta argumentos para desconstituí-lo.

WhatsApp como “prova tecnológica”
A porta para a utilização do aplicativo junto aos processos judiciais está no art.369 do Código de Processo Civil de 2015, o qual dispõe que as partes têm o direito de utilizar de todos os meios legais e moralmente aceitos para provar a verdade dos fatos em que alega.
Entendem-se como meios legais as provas que não são obtidas de forma ilícitas, ou seja, que não infringem a lei para a sua produção, ilegítimas, que não infringem normas processuais, e provas moralmente ilegais, aquelas obtidas sem que haja afronta a princípios éticos e morais admitidos pela sociedade.
Portanto, o ordenamento jurídico admite meios de provas ditos atípicos, ou seja, provas diversas das usualmente conhecidas e dispostas na lei processual, como por exemplo, prova documental, pericial ou testemunhal.
O objetivo do legislador foi justamente permitir a utilização de outros instrumentos para que a comprovação dos fatos não ache um obstáculo num processo judicial engessado, mantendo-se sempre a ressalva de que a prova em questão não seja obtida de uma forma ilícita ou moralmente ilegal.
Assim, as denominadas “provas tecnológicas” servem sim como mais um elemento de convencimento para o Juiz do caso, desde que assegurada a ampla defesa e o direito ao contraditório.

Recomendações no meio jurídico
É importante que seja demonstrada, efetivamente, que as mensagens foram recebidas e lidas pelo destinatário. Além disso, há a possibilidade de elaboração de Ata Notarial, instrumento público, lavrado em cartório pelo tabelião de notas, garantindo a autenticidade e integridade do conteúdo.
O ideal, em qualquer tipo de caso, é que a parte junte a conversa na íntegra, para que o juiz possa contextualizar os fatos. A ata notarial é uma forma de evitar a alegação de que as conversas tenham sido adulteradas
A justiça brasileira não veda a utilização de documentos eletrônicos como meio de prova. Em decisões recentes, tem se posicionado sobre o uso das mensagens de WhatsApp como provas em processos, mediante autorização judicial, sob pena de violação da intimidade, garantida no art. 5º, inciso X, da Constituição Federal.
Sobre o tema, é firme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no sentido de considerar ilícita a prova obtida diretamente dos dados constantes de aparelho celular, decorrentes do envio e/ou recebimento de mensagens de texto SMS, conversas por meio de programas ou aplicativo WhatsApp, mensagens enviadas e/ou recebidas por meio de correio eletrônico, decorrentes de flagrante, sem prévia autorização judicial.
Por sua vez, o Supremo Tribunal Federal (STF) já se posicionou sobre a questão quando analisou a Queixa-Crime proposta pelo Senador Romero Jucá contra o também Senador Telmário Mota, nos autos da Ação Originária – AO 2002/DF, aceitando até mesmo imagem da tela (prints) do aparelho móvel, a representar mensagens trocadas pelo WhatsApp, como prova dos fatos discutidos na demanda.
Na prática, tanto cópias de mensagens escritas e faladas quanto fotos extraídas das redes sociais já vêm sendo utilizadas para comprovar aptidão financeira em ações de alimentos, impugnações à gratuidade de justiça, sem qualquer questionamento sobre eventuais nulidades.
Portanto, as mensagens de WhatsApp podem ser usadas como prova no processo, com a devida cautela de se devassar a intimidade tão somente diante de autorização judicial, de modo a legitimar esse tipo de prova.

Por Alessandra Salim e Kelly Sanches (Advogadas empresariais do escritório Rücker Curi Advocacia e Consultoria Jurídica).
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Leilões virtuais são ótima alternativa para negociar imóveis em meio à pandemia

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A aquisição de imóveis através de leilão é uma alternativa muito interessante, tanto para quem busca investimento quanto para que procura um imóvel para moradia. Isso porque nos leilões particulares ou judiciais a possibilidade de aquisição por um valor abaixo do real de mercado é muito grande. E com o mercado estagnado devido à pandemia de Covid-19, recorrer a leilões virtuais pode ser uma boa alternativa.
Grandes instituições financeiras, como Itaú, Santander e Bradesco, anunciam imóveis em portal de leilão virtual. O procedimento, em si, é basicamente idêntico ao presencial, em que o maior lance vence.
Porém, conforme o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Vinicius Costa, existem algumas particularidades importantes a se observar. “Antes de participar do leilão, o interessado deve ter um cadastro prévio na plataforma de leilão. Esse cadastro então deve ser validado pela plataforma para que o candidato possa dar lance nos imóveis de seu interesse”, informa.
Uma facilidade importante da modalidade virtual é a disponibilização de informações como as regras do leilão, características e fotos do imóvel, bem como certidão de matrícula do bem no próprio site. “Assim é possível conseguir a maioria das informações do imóvel sem precisar sair de casa”, observa Vinícius Costa.
Mesmo assim, o presidente da ABMH diz que uma visita ao imóvel, mesmo que para vê-lo somente pelo lado de fora, é altamente indicada, tanto para quem quer investir quanto para quem quer comprar. “Pois é necessário analisar o estado do bem e a região de localização, pelo menos”, justifica.
Com ou sem pandemia, o fato é que os leilões virtuais tendem a ser mais comuns, principalmente para investidores, por facilitar e ampliar as oportunidades de fechamento de negócios. “No entanto, é sempre bom se certificar da legalidade do leilão, do leiloeiro e da plataforma escolhida para evitar problemas de fraude, que infelizmente são muito comuns na internet”, adverte Vinícius Costa.

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