Thiago

PETAR: Um destino cheio de aventuras

Postado em 12 de março de 2017

Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira

Para os aventureiros de plantão, ou aqueles que gostam de curtir um cenário mágico em meio à natureza, uma ótima opção de passeio é o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira – PETAR. São cerca de 35 mil hectares e está localizado entre os municípios de Apiaí e Iporanga, cidades que estão ao sul do estado de São Paulo.
O PETAR é uma unidade de conservação com a maior concentração de cavernas do Brasil (cerca de 350 mapeadas) e faz parte de um importante continuum ecológico (integração de diversas áreas onde os animais possam circular naturalmente sem encontrar obstáculos físicos, como cercas, por exemplo). É conhecido também como parque das cavernas, mas não pense que só é composto por elas. O local conta com inúmeras cachoeiras, trilhas, comunidades tradicionais e quilombolas, sítios arqueológicos, paleontológicos e culturais É realmente um verdadeiro paraíso escondido entre vales e montanhas na maior porção de Mata Atlântica preservada do Brasil.
A variedade de esportes de aventura possíveis de se praticar na região é muito grande: rapéis com mais de 130 metros de altura, boia cross nas águas cristalinas do Rio Betari, cascading (rapel em cachoeiras), escaladas dentro de cavernas e trekking são alguns exemplos.
As cavernas do PETAR oferecem vários níveis de desafios. Há opções para todos os gostos, desde cavernas com água, com escaladas e cavernas com escadas e passarelas para facilitar os acessos dos visitantes de primeira viagem.
Todo passeio no PETAR deve ser feito acompanhado por um monitor local, seguindo regras específicas de cada caverna.

Núcleos para visitação
O PETAR possui quatro núcleos de visitação que estão estrategicamente localizados e auxiliam não só como bases de fiscalização, mas também como controle do fluxo de visitantes.

Santana
Esse núcleo está localizado a 3 km do Bairro da Serra, em Iporanga; é cruzado pelo Rio Betari, afluente do Rio Ribeira de Iguape e recebe as águas de várias cavernas vivas. Seu leito é bastante pedregoso e acidentado e as águas, de uma transparência sem igual. Próximo à entrada do Núcleo Santana existe um quiosque, onde se iniciam as trilhas que levam às cavernas distantes, dentre elas a trilha para a Caverna Água Suja, uma boa pedida, pois vai margeando o Betari em quase toda sua extensão. O interessante é que você deve cruzá-lo até chegar à caverna, e se desejar continuar a trilha vai bem adiante até as magníficas cachoeiras das Andorinhas e Betarizinho.
Além da Caverna da Água Suja, a mais próxima à entrada do parque, pode-se visitar também a Caverna Santana, que dá nome ao núcleo e é, sem dúvida, a mais requintada em formações e labirintos. Ainda próximo à entrada está a Caverna Morro Preto, a qual cansa um pouco o explorador pela ladeira que se tem de subir até ela, mas a escalada realmente compensa. Diz-se que quando do descobrimento desta caverna foram encontrados vestígios de habitação pré-histórica da mesma. Certamente por estes motivos é que o Núcleo Santana é o mais visitado.

Caboclos
Caboclos foi a primeira sede do parque e localiza-se no coração do PETAR. Com relevo de planalto e altitude mais elevada, constitui-se ponto de partida para visitas em cavernas.
No núcleo está situada a interessante Pedra do Chapéu e várias trilhas como a do Mirante e a Sete Reis, que conduzem a cavernas tais como Chapéu, Aranhas, Água Sumida, Arataca, Pescaria, Desmoronada, Teminina, entre outras. Ainda neste núcleo estão as Cachoeiras Sete Reis e Maximiniano.

Ouro Grosso
Inaugurado em 1998 por ocasião das festividades do quadragésimo aniversário do PETAR, a sede do Núcleo Ouro Grosso fica junto ao Bairro da Serra e tem como atrativo principal a Caverna Ouro Grosso.
Próxima à entrada desta caverna está uma gigantesca Figueira com raízes tamanhas que se pode passar por entre elas de pé.
Finalmente, vale dizer ainda que o Rio Betari também faz parte do cenário deste núcleo.

Casa de Pedra
O Núcleo Casa de Pedra conta com uma base de fiscalização e controle turístico. Do centro da cidade de Iporanga até este ponto são aproximadamente dez quilômetros em estrada de terra, que em alguns trechos possui pitorescas pontes de madeira para passagem de veículos.
A partir daí segue-se por uma bela trilha que margeia o Rio Maximiniano, chegando depois de uma longa caminhada até a Caverna Casa de Pedra.
Pela trilha encontram-se exemplares típicos da Mata Atlântica, tais como Figueiras, Bromélias, Paus-Brasis e Perobas.

Imediações
O PETAR é na verdade apenas um pedaço de todo o Ecossistema do Vale do Ribeira que, situado numa região privilegiada em termos de relevo e vegetação, possui ainda muitas outras cavernas e atrações naturais fora dos limites do parque.
As cavernas se espalham num raio de 70 km do centro do parque, existindo muitas delas fora do PETAR, tal como a famosa Caverna do Diabo a cerca de 30 km da cidade de Iporanga.
Já mais próximo das fronteiras do parque podemos encontrar a Caverna Laje Branca, o Mirante e outras atrações.

Como chegar
O PETAR está situado a 330 km de São Paulo e 196 km de Curitiba, podendo ser alcançado tanto pelo Vale do Ribeira, pela Rodovia Régis Bittencourt, como pelo Vale do Alto Paranapanema, pelas rodovias Castelo Branco e Raposo Tavares (SP-280 e SP-270).

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Seis maravilhas do Jalapão

Postado em 10 de março de 2017

Jalapão

O Jalapão é um destino forte, para fortes. Ali, a natureza é tão exuberante quanto dura. O calor facilmente atinge os 35ºC, os mosquitos pólvora devoram as pessoas até dentro dos potentes 4×4 (nem pense em ir com um carro sem tração), as trilhas são esburacadas, não sinalizadas e poeirentas, e a distância entre uma atração e outra chega a ultrapassar os 70 km, sem que se cruze com nenhum outro veículo ou pessoa dentro do Parque Estadual.
Com 34 mil km², o parque engloba oito municípios, sendo os principais Mateiros e Ponte Alta do Tocantins, a cerca de 200 km da capital, Palmas. Ponte Alta, onde estão alguns dos principais atrativos, é considerada a porta de entrada.
Mateiros também oferece alguns dos pontos altos da viagem, como a potente Cachoeira da Velha e as dunas de areia amarela, que se acumularam ao longo de um extenso processo de desertificação da Serra do Espírito Santo, a alguns quilômetros de onde se erguem as dunas.
Por conta dessa grandiosidade, visitar todo o parque do Jalapão é tarefa quase impossível, e quatro dias é o tempo mínimo requerido para conhecer o que ele oferece de mais belo – dunas, cachoeiras, fervedouros e outras paisagens.

Cachoeira da Velha
Potente e agressiva, é formada pelo rio Novo, o maior rio de água potável do mundo. Suas águas cor de chá descem caudalosas e com força brutal por diversos quilômetros, indo formar, mais abaixo, pequenas praias e quedas d’água. Uma passarela de madeira com cerca de 600 metros conduz até a parte da frente da cachoeira, onde se tem um ponto seguro para a observação. O barulho e o volume de água da cachoeira são impressionantes.

Prainha
Formada pelas águas da Cachoeira da Velha é, diferentemente daquela, tranquilíssima e rende um bom par de horas de banho. Cercada por árvores frondosas – uma exceção na vegetação do cerrado –, a Prainha oferece um silêncio típico dos lugares ermos e desérticos do Jalapão.

Dunas
As dunas do Jalapão são fruto de um processo de desertificação das falésias da Serra do Espírito Santo. Exuberantes, imensas e amarelas, são cercadas por pequenos lagos, buritizais e cerrado, e “cobertas” pelo céu azul do Tocantins. Vale a pena gastar duas horas caminhando por ali, apreciando a paisagem e observando as flores delicadas que brotam discretas do solo arenoso. No pôr-do-sol, espelhos d’água azul metálico formam-se sobre os lagos.

Cachoeira do Formiga
Esta cachoeira tranquila e excelente para banho forma-se a 4,5km da nascente do rio Formiga. Sua água é fria (mas agradável) e tem uma bela coloração que varia do azul turquesa ao verde esmeralda.

Povoado do Mumbuca
O povoado é formado por descendentes de escravos negros fugidos da Bahia miscigenados aos índios que já habitavam aquela região. Os habitantes do Mumbuca são precursores do artesanato feito com o capim dourado, espécie encontrada exclusivamente no Jalapão.
A primeira peça feita com o capim nasceu, nos anos 30, das mãos de dona Miúda, matriarca da comunidade quilombola do Mumbuca, falecida no início de 2011. É o artesanato que dá sustento às 40 famílias que vivem ali, em casas de adobe e palha e chão de terra batida.

Fervedouros
Olhos d’água que “empurram” as pessoas para a superfície de verdadeiras piscinas naturais são uma das sensações do Jalapão. Conhecidos como fervedouros, esses recantos de água cristalina com areia clara reforçam o lado paradisíaco e misterioso da região. Para preservar a natureza, a entrada nos poços é limitada.

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St. Maarten: um incrível paraíso de praias e compras

Postado em 12 de fevereiro de 2017

St. Maarten

Um pouco de Europa, muito de Caribe. Com tal slogan, a ilha dividida entre Saint Maarten ao sul (de domínio holandês), e Saint Martin ao norte (de possessão francesa), tenta explicar a mistura de grafias, pronúncias e culturas com praias de um azul indescritível, paradisíacas no mais fiel sentido da palavra.
Não à toa, este pequeno ponto de terra, de apenas 96 km², apresenta a maior concentração de nacionalidades por quilômetro quadrado do mundo e já foi disputado a tapa por muita gente desde sua descoberta por Colombo, em 1493.
Um acordo de compartilhamento entre os governos francês e holandês, três séculos atrás, pôs um pouco de paz nessas paragens. Hoje St. Maarten é famosa por suas praias, música animada, gastronomia de primeira e pela pluralidade cultural, que faz do local uma ilha da fantasia onde quase tudo é permitido: desde casamentos-relâmpago a bordo de iates até topless – com opção de culminar em nudismo completo se a praia for a Orient Beach.
Dos tempos dos corsários restou a vocação ao livre comércio, que garante ao destino a fama de paraíso das compras. Afinal, a ilha toda é duty-free. E se você esqueceu o cartão de crédito em casa, não se preocupe: o lado  holandês da ilha tem uma dezena de cassinos para tentar a sorte.

Quando ir
Na ilha, faz sol o ano inteiro, com a média de 28°C. Entre janeiro e março há menos nuvens, mas os preços são melhores entre março e setembro, na baixa temporada. A região está sujeita a furacões entre os meses de junho a novembro.

Curiosidades
St. Maarten faz parte do Reino dos Países Baixos, enquanto St. Martin integra o território da França. Existem ali grandes diferenças de culturas, moedas e até voltagem de tomada.

Pontos turísticos
Em uma ilha caribenha onde faz sol durante o ano inteiro, falar de praia é obrigatório. Em St. Maarten predominam as areias claras e águas cristalinas, além de atividades como mergulhar, observar o pôr do sol e até passear em um veleiro. Confira algumas das opções e divirta-se!

Maho Beach
A agitada praia de Maho é uma das marcas de St. Maarten – a alguns passos da sua faixa de areia está localizada a pista do Aeroporto Internacional Princesa Juliana, separada apenas por uma rua estreita e uma grade. Apesar das placas de perigo, o local virou ponto turístico e atrai curiosos do mundo inteiro. Isso porque os aviões passam a poucos metros da cabeça das pessoas antes de aterrissar; e os que decolam “empurram” quem está na praia, pela força de suas turbinas.

Praias
St. Maarten tem dezenas de lindas praias para todos os gostos. A Cupecoy é emoldurada por belas falésias, indicada para quem quer relaxar. Já a Great Bay Beach tem um calçadão bom para caminhadas – você também pode alugar cadeiras e guarda-sol para observar a movimentação de navios. A recomendação é alugar um carro para conhecer cada praia da ilha.

America’s Cup Regatta
Na capital de St. Maarten, Philipsburg, você tem a chance de participar de uma simulação de regata (um tipo de competição de barcos) – o America’s Cup Regatta. Você recebe um treinamento prévio e pilota um veleiro com a missão de vencer os outros participantes, em um passeio com duração de 3h.

Anguilla
A ilha britânica vizinha impressiona seus visitantes pelo mar límpido e azul claro. A região toda é muito tranquila, ideal para quem quer descansar, tomar banho de sol, mergulhar e fazer outros passeios marítimos. O acesso ao local pode ser feito via aérea ou marítima – ambos exigem que o visitante esteja com seu passaporte em mãos.

Simpson Bay
A vantagem de visitar a região de Simpson Bay é aproveitar um pouco de tudo – relaxar na praia, fazer compras, conhecer o artesanato local, saborear receitas em ótimos restaurantes, curtir um happy hour nos bares, tentar a sorte nos cassinos e se esbaldar na vida noturna. Ali você pode circular de ônibus ou de carro em uma região bem localizada e próxima de tudo.

Baie Nettlé
Baie Nettlé é mais uma das praias do lado francês da ilha. Ela não é tão famosa e muitos turistas não a conhecem, porém o local é indicado para quem procura uma praia sem muita gente e com mar clarinho.
O lugar conta com a estrutura oferecida por bares na beira da areia e restaurantes, por isso é possível passar o dia por lá, só curtindo o mar.

Baie de Grand Case
Grand Case é um dos bairros descolados de St. Martin, cheio de restaurantes e lojinhas.
Sua praia tem águas cristalinas e muito calmas, ideais para crianças ou mesmo para adultos que prefiram um mar que se pareça com uma piscina.
É uma praia popular, frequentada por moradores locais, e com ótima estrutura. Nas suas redondezas você encontrará restaurantes e quiosques que oferecem uma boa estrutura ao turista que opta por passar o dia ali.

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