Débora Januário

Festa do Divino começa hoje em Mogi das Cruzes

Tradicional festividade religiosa e folclórica, que está em sua 404ª edição, tem uma extensa programação, que se estenderá até o dia 4 de junho com missas e quermesse

Postado em 25 de maio de 2017

Sérgio e Nilde Gomes, Dom Pedro Luiz    Stringhini, Márcia Regina Pauletti Oliveira e João Pedro dos Santos

Sérgio e Nilde Gomes, Dom Pedro Luiz Stringhini, Márcia Regina Pauletti Oliveira e João Pedro dos Santos

Assim que os relógios marcarem 16 horas, nesta quinta-feira (25), os festeiros João Pedro dos Santos Oliveira e Marcia Regina Pauletti Oliveira e os capitães de mastro Sérgio Paschoal Gomes e Nilde Cristina de Lima Gomes vão estar a postos na residência do casal de festeiros, na Chácara Jafet, para o início de mais uma Festa do Divino Espírito Santo de Mogi das Cruzes. Uma tradição que se repete há 404 anos na Cidade e que se mantém viva graças às centenas de devotos que aguardam ansiosos pelo início da festividade que une religião e folclore em 11 dias de celebração até o Dia de Pentecostes, 4 de junho. A expectativa de público da organização do evento, Associação Pró-Festa do Divino e Diocese de Mogi das Cruzes, é de 450 mil pessoas em toda a festividade. Somente na Quermesse, parte social do evento religioso, são aguardadas 200 mil pessoas nos 11 dias de festa. O tema da festa é “Divino Espírito Santo, guiai nosso caminho na fé e na unidade”.

É na casa dos festeiros que todos se reúnem para a apresentação das Bandeiras, símbolo que se mantém em segredo até o início da Festa do Divino. A Congada São Benedito do Conjunto Santo Ângelo também se faz presente para saudar a Bandeira.

Em seguida todos seguem até a Prefeitura de Mogi para de lá seguir em cortejo até a Praça Coronel Benedito Almeida, onde está montado o Império, outra tradição da Festa do Divino, cuja ornamentação muda de ano a ano e que também é guardada a “sete chaves”.

“Não há palavras para agradecer todo o apoio que temos recebido dos devotos nesses últimos 11 meses de preparação da festa. Com a graça de Deus, fomos acolhidos pelos fiéis, que nos receberam em suas casas, para as rezas da Coroa do Divino, ou nas escolas ou ambiente de trabalho para as aberturas de Subimpérios. São momentos marcantes que vamos levar adiante, mas ainda não terminamos a nossa missão. Agora teremos mais 11 dias de celebração e uma programação preparada com muito carinho para que os devotos participem de alguma forma da Festa do Divino”, ressaltam os festeiros João Pedro e Marcia, que, ao lado dos capitães de mastro, se envolveram na organização cuidando de cada detalhe da festividade.

Após a solenidade de abertura da festa, com a bênção das novas bandeiras, levantamento do mastro e a abertura do Império, todos seguem, também em cortejo, até a Quermesse da festa, no Centro Municipal Integrado (CMI) “Deputado Maurício Nagib Najar”, localizado na Avenida Cívica, no Mogilar. O horário de funcionamento da quermesse será sempre a partir das 18h30. Aos sábados e domingos, ela começará às 14 horas. As 23 barracas, comandadas por entidades e paróquias, além da Associação Pró-Festa do Divino, comercializam yakissoba, churrasco grego, churrasco, afogado, caldos, frutas do amor, doces de abóbora, mamão, laranja e bata doce e os salgados, como coxinha e o tradicional tortinho.

Além disso, haverá shows com bandas da Cidade e apresentação de grupos folclóricos.

A novena preparatória ocorrerá de 26 de maio a 3 de junho, sempre às 19h30, na Catedral de Sant´Anna. A solenidade será feita, a cada noite, por um celebrante diferente de paróquias da Diocese de Mogi.

As tradicionais Alvoradas, momento em que os devotos percorrem em cortejo as principais ruas da área central da Cidade, sempre com um trajeto diferente, ocorrem de 27 de maio a 4 de junho. A procissão sai do Império do Divino, na Praça Coronel Benedito de Almeida, pontualmente, às 5 horas, acompanhada da Folia do Divino de Biritiba Ussú. Ao término de cada Alvorada é servido o café aos participantes no Salão Paroquial da Catedral de Sant´Anna.

PROGRAMAÇÃO

25 de maio (quinta-feira)

16h00 – Concentração dos devotos na Casa dos Festeiros

Rua Eduardo de Castro Júnior, 182, Alto do Ipiranga, em Mogi das Cruzes. O cortejo seguirá de ônibus até a Prefeitura de Mogi, onde todos são recebidos pelo prefeito municipal, Marcus Melo.

17h00 – Cortejo da Prefeitura de Mogi até a Praça Coronel Benedito de Almeida, onde está instalado o Império

Participam do cortejo o prefeito e demais autoridades do Município, além dos festeiros, capitães de mastros e devotos.

18h00 – Cerimônia de abertura da Festa do Divino e bênção do Império

O bispo diocesano de Mogi das Cruzes, dom Pedro Luiz Stringhini, conduz a solenidade. O Império está localizado na Praça Coronel Benedito de Almeida. Em seguida, o bispo fará a bênção das novas Bandeiras dos festeiros, capitães de mastro e dos devotos.

Hasteamento das Bandeiras:

– da Festa do Divino, pelos festeiros João Pedro dos Santos Oliveira e Marcia Regina Pauletti Oliveira;

– de Mogi das Cruzes, pelo prefeito Marcus Melo;

– da Paz, por dom Pedro Luiz Stringhini.

Levantamento do Mastro pelos capitães de mastro Sérgio Paschoal Gomes e Nilde Cristina de Lima Gomes;

Bênção do mastro pelo bispo diocesano;

18h30 – Abertura da Quermesse

Local: Centro Municipal Integrado (CMI) “Deputado Maurício Nagib Najar”, na Av. Cívica s/nº

26 de maio (sexta-feira)

18h30 – Quermesse

Local – CMI

19h30 – Abertura da Novena na Catedral de Sant´Ana

Missa presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini.

21h00 (após a Missa) – Passeata das Bandeiras

27 de maio (sábado)

05h00 – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida

08h00 – Divino Verde – 5ª caminhada Ecológica

Concentração e saída da Cúria Diocesana, localizada na Rua Braz de Pina, 560, Alto do Ipiranga, com destino ao Parque da Cidade, na Rua Jardelina de Almeida Lopes, onde haverá o plantio de mudas de árvores.

14h00 – Quermesse

Local – CMI

15h00 – Missa Campal no recinto da Quermesse (CMI)

Presidida por dom Pedro Luiz Stringhini e concelebrada pelo padre Alessandro Campos.

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida pelo padre Antônio Carlos Fernandes (pároco da Paróquia Cristo Rei – Mogi das Cruzes) e concelebrada pelo padre Diogo Shishito. Após a missa, Passeata das Bandeiras.

28 de maio (domingo)

05h00 – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida

15h00 às 17h00 – Tarde dos Folguedos Infantis “Benedito Dias”

Local: Recinto da Quermesse

14h00 – Quermesse

Local: No CMI

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida pelo padre Cláudio Delfino e concelebrada pelos padres Ezio Bellini e Rogério de Oliveira. Após a missa, Passeata das Bandeiras.

29 de maio (segunda-feira)

05h00 – Alvorada e Missa no Cemitério

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida e caminhada até o Cemitério São Salvador, na Vila Oliveira. A missa será presidida pelo bispo diocesano, dom Pedro Luiz Stringhini.

18h30 – Quermesse

Local – CMI

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida por dom Paulo Mascarenhas Roxo, bispo emérito de Mogi das Cruzes. Após a missa, Passeata das Bandeiras.

30 de maio (terça-feira)

05h – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida

Oração aos Doentes – a Alvorada passará em frente à Santa Casa de Misericórdia.

18h30 – Quermesse

Local – CMI

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida pelo padre Deoclécio Ribeiro da Silva (Paróquia Nossa Senhora do Socorro – Mogi das Cruzes) e concelebrada pelo padre Marcelo de Jesus (Paróquia de Nossa Senhora do Carmo – Mogi das Cruzes). Após a missa, Passeata das Bandeiras.

31 de maio (quarta-feira)

05h – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida

18h30 – Quermesse

Local – CMI

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida por dom Pedro Luiz Stringhini e concelebrada pelos padres João Paulo da Silva (reitor do Seminário de Filosofia e Teologia), Aleksandro Basseto Moreira (reitor do Seminário Propedêutico), Antonio Parula (reitor do Seminário Menor) e Pe. Ezio Bellini (professor na Faculdade Paulo VI). Todos os seminaristas estarão presentes. Após a missa, Passeata das Bandeiras.

1 de junho (quinta-feira)

05h00 – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida

18h30 – Quermesse

Local – CMI

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida pelo padre Leandro Machado Silvestre (Paróquia Santos Apóstolos, Itaquaquecetuba). Após a missa, Passeata das Bandeiras.

2 de junho (sexta-feira)

05h – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida

18h30 – Quermesse

Local – CMI

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida pelo padre João Batista Ramos Motta (Paróquia Santo Antonio – Mogi Moderno). Após a missa, Passeata das Bandeiras.

3 de junho (sábado)

05h00 – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida

09h00 – Entrada dos Palmitos

Concentração e saída em frente à Capela de Santa Cruz, localizada na Rua Dr. Ricardo Vilela, altura do nº 1.200. O cortejo segue pelas ruas principais da cidade até a Catedral de Sant’Ana.

12h00 – Afogado do Povo

Festeiros e capitães de mastro oferecem gratuitamente, no recinto da Quermesse, o prato típico da Festa.

14h00 – Quermesse

Local – CMI

15h00 – Missa Campal no recinto da Quermesse (CMI)

Presidida pelo padre Wally Soares Silva (Paróquia São Judas Tadeu – Suzano).

19h30 – Novena na Catedral de Sant’Ana

Missa presidida pelo padre Dorival Aparecido de Moraes (Santuário Sagrado Coração de Jesus – Mogi das Cruzes). Após a missa, Passeata das Bandeiras.

4 de junho (Domingo de Pentecostes)

05h00 – Alvorada

Concentração na Praça Coronel Benedito de Almeida. Último dia da Alvorada, breve cerimônia simbolizando a vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos (em frente à Ordem 1ª do Carmo)

14h00 – Quermesse

Local – CMI

16h30 – Cerimônia de Pentecostes – Procissão do Divino

Saída da Praça Coronel Benedito de Almeida e retorno à Catedral de Sant’Ana. Durante a procissão, são representados e invocados os sete dons do Divino Espírito Santo. Diversas congadas se apresentam e são confeccionados tapetes ornamentais.

Missa de Pentecostes

Celebrada ao término da Procissão e presidida pelo bispo diocesano.

Incineração dos Pedidos e fechamento do Império

Após a missa, em frente ao Império, como ato final da Festa do Divino de 2017

Fonte: Associação Pró-Festa do Divino

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Universidade Braz Cubas realiza palestra sobre primeiros socorros

Para participar é necessário doar um quilo de alimento não perecível (exceto sal e açúcar)

Postado em 22 de maio de 2017

Primeiros Socorros

A Universidade Braz Cubas realiza na sexta-feira (26), palestra beneficente sobre: “Primeiros Socorros, Avaliação de Cena e Atendimento as Vítimas Politraumatizadas”.  O evento acontece no Auditório VIP, localizado no Campus da Universidade (Avenida Francisco Rodrigues Filho, 1233 – Mogilar) a partir das 19h. A atividade, organizada pelos Cursos Técnicos/ Braztec, é aberta para alunos da área de Saúde e público interessado no tema.

Para participar é necessário chegar com antecedência. Há somente 190 vagas disponíveis. A atividade é gratuita, mas pede-se a doação de um quilo de alimento não perecível (exceto sal e açúcar). As doações arrecadadas serão enviadas para instituições carentes por meio do projeto “Quem tem fome, não pode esperar”.

A palestra será proferida pelos enfermeiros Jefferson Azevedo de Oliveira e Adna Mariano Negão, especialistas na área, com experiência em Atendimento Pré-hospitalar (APH).

“Será um momento de muito aprendizado aos alunos. Onde poderão conhecer como é realizado o Atendimento Pré Hospitalar pelo Serviço Móvel de Urgência. Além da troca de experiência com profissionais atuantes”, afirma a Coordenadora Pedagógica dos Cursos Técnicos/Braztec, professora Adriana Rotta, responsável pela organização do evento em parceria com a professora Jaqueline Louise.

Serviço

Braz Cubas oferece palestra beneficente sobre Primeiros Socorros e Atendimento as vítimas

Onde: Universidade de Braz Cubas – Av. Francisco Rodrigues Filho, 1233 – Mogilar. Mogi das Cruzes – SP

Quando: 26 de maio, das 19h às 21h30

Quem: Alunos e Interessados no tema

Vagas: 190 vagas disponíveis, por ordem de chegada

Ingresso: 1 kg de alimento não-perecível (exceto sal e açúcar)

Informações: (11) 4766-4466

 

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7 dicas de direito do consumidor para Jantar de Dia dos Namorados

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Dia dos namorados

Jantar fora no Dia dos Namorados é uma das opções românticas adotada por muitos casais. Para afastar aborrecimentos pedimos para um especialista em direito do consumidor indicar o que pode ou o que não pode ser cobrado em restaurantes, bares e baladas.

Confira a seguir, as dicas do advogado Fabricio Sicchierolli Posocco, sócio do escritório Posocco & Associados Advogados e Consultores.

1 – O casal que optar por ir a uma pizzaria e pedir uma massa com dois sabores, o preço a ser pago é o valor médio das pizzas e não o valor da mais cara.
2 – Aperitivo servido antes do prato principal sem autorização do consumidor é considerado amostra grátis e não pode ser cobrado. A Lei Estadual 14.536, de 6 de setembro de 2011, determina que o restaurante que adota o sistema de couvert deve disponibilizar no cardápio a composição do serviço, bem como o seu preço.
3 – Fisgados por uma promoção? Se o comércio oferecer promoção para atrair clientes deve cumprir com o que foi divulgado, mesmo que a oferta seja fruto de um erro do próprio comerciante.
4 – Restaurante rodízio, bar ou balada não podem cobrar preço diferente para homem e mulher. O valor deve ser igual para todos.
5 – Se o estabelecimento aceitar vale-refeição, os namorados podem utilizá-lo para efetuar o pagamento, independente do dia, da data e horário, conforme a Lei Estadual 15.060, de 01 de julho de 2013.
6 – O pagamento da gorjeta para garçom é opcional. Se a taxa de serviço já vier estipulada na conta, o consumidor não precisa pagá-la na íntegra, ele pode dar o percentual que achar mais conveniente ou simplesmente não pagar pela taxa.
7 – Se no local escolhido para o jantar romântico tiver música ao vivo ou outra manifestação artística, os namorados devem aceitar a cobrança de couvert artístico se foram avisados previamente na entrada do estabelecimento. Caso contrário, a taxa não pode ser cobrada.
Segundo Posocco, o estabelecimento que não cumpre o Código de Defesa do Consumidor e as leis estaduais é passível de multa e processo na Justiça.

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Subimpério do Divino é instalado no Clube de Campo

Pela primeira, Clube de Campo sediou a solenidade religiosa com a presença dos festeiros, capitães de mastro e devotos. O altar permanecerá instalado na secretaria para visitação dos associados até o fim das festividades na cidade

Postado em 19 de maio de 2017

Subimpério do Divino

O Clube de Campo de Mogi das Cruzes (CCMC) recebeu festeiros, capitães de mastro e devotos da Festa do Divino Espírito Santo para a inauguração do Subimpério, instalado na secretaria do centro de lazer mogiano. A cerimônia, marcada pela emoção, ocorreu na noite da última quarta-feira (17).

Todos os anos, o CCMC instala a decoração especial alusiva ao mais tradicional evento religioso, histórico e cultural de Mogi, mas, neste ano, a atividade foi ainda mais especial porque, pela primeira vez, aconteceu uma solenidade religiosa com a presença dos representantes da Festa do Divino.

Na oportunidade, estiveram no clube os festeiros João Pedro dos Santos Oliveira e Márcia Regina Pauletti Oliveira, bem como os capitães de mastro Sérgio Paschoal Gomes e Nilde Cristina de Lima Gomes, além de devotos. A diretoria do CCMC recepcionou a comitiva do Divino.

De acordo com o presidente do Clube de Campo, Kikko Mello, é uma honra ter a instalação do Subimpério nas dependências do CCMC, bem como poder receber uma cerimônia religiosa tão bonita. “Foi uma noite de muita alegria e fé. Nosso intuito é também participar desta corrente de fé e devoção que toma conta da cidade durante a Festa do Divino, a maior manifestação religiosa de Mogi das Cruzes”, exalta Mello.

Neste ano, a Festa do Divino de Mogi ocorrerá de 25 de maio a 4 de junho, com o tema “Divino Espírito Santo, guiai nosso caminho na fé e na unidade”.

 

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Itaquá Garden Shopping lança ‘Palco Garden’, projeto para músicos da região

Centro comercial selecionará um artista por semana para se apresentar na Praça Food Truck do empreendimento; interessados devem enviar vídeo via Facebook

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Itaquá Garden Shopping (2)

O melhor e mais completo centro de compras do Alto Tietê será invadido pela música! O Itaquá Garden Shopping lançou o projeto ‘Palco Garden’, que vai selecionar um artista por semana para tocar na Praça Food Truck do centro comercial, aos finais de semana. Para participar, os interessados devem enviar um vídeo de até um minuto cantando e mostrando seu talento musical. O melhor de cada semana terá a oportunidade de se apresentar no palco do empreendimento, que atrai cada vez mais visitantes de toda a região.

Para concorrer, os artistas devem enviar, via mensagem inbox para o Facebook oficial do Itaquá Garden Shopping, um vídeo de até um minuto cantando alguma música. Os candidatos podem enviar vídeos com voz e violão ou também com a ajuda de um amigo, na percussão por exemplo.

Os participantes devem ter idade acima de 18 anos e no mínimo dois anos de experiência no ramo musical. Juntamente com o vídeo, os candidatos devem enviar nome completo, data de nascimento e telefones para contato.

Para a coordenadora de marketing do Itaquá Garden Shopping, Natália Garcia, o projeto visa estimular os talentos musicais do Alto Tietê. “A ideia de criar o Palco Garden veio justamente da falta de lugares para os artistas da cidade e da região poderem mostrar seu talento. O Itaquá Garden Shopping possui o espaço necessário e um grande público, em média mais de 30 mil pessoas por semana”, conta.

A expectativa é de que o projeto atraia ainda mais visitantes para o Itaquá Garden Shopping aos finais de semana. “Tenho certeza de que o Palco Garden será de grande valor para os artistas profissionais e amadores. O importante é que todos vivam uma incrível experiência em nosso shopping, seja se apresentando ou assistindo”, completa Natália Garcia.

 

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OAB de Arujá homenageia mães

Postado em 17 de maio de 2017

OAB Arujá (2)

Para celebrar o Dia das Mães em grande estilo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), subseção de Arujá, realizou na última sexta-feira (12) uma tarde da beleza. Organizado pela presidente de Comissão de Eventos, doutora Fabiana Matteo, o evento foi realizado no salão Legi – Cabelo e Estética.

À tarde da beleza contou com a participação de cerca de 50 pessoas, as quais puderam participar de uma sessão gratuita de automaquiagem, adquirir peças de roupas e acessórios que estavam expostas, além de degustar um coquetel especial.

O evento contou com os patrocínios: Carol da Mary Kay; Legi Cabelo e Estética; Renata Cassara Estética Avançada; Janaina da Barbarela; Edna da Soul Semijoias; Luciana da Amor e Pasta; Christina da Chrika importados; Fabiana da Mari New Gifts; Andreia da Bela Spazzo; Carol da Maria Valentina; Talita da Tali Jardim e Kelma da Kelcake. E a colaboração de Sandro Polpas de Frutas; Cristiane da Cris o Trigo Congelados; Tamiris da Vanila Confeitaria; Paulo do Sítio Bela Vista, Hortifruti Verde Novo e Suzy Flores.

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Conheça os benefícios de 40 tipos de peixe

Selecionamos espécies de água doce e salgada e convidamos você a mergulhar nesta matéria para encher seu cardápio de conhecimento, sabor e saúde

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40 tipos de peixe

De pouco em pouco, o brasileiro está botando peixe no prato. Pelos dados oficiais, o consumo per capita cresce modestamente e hoje chegamos a 10,6 quilos por ano – índice abaixo do preconizado pela Organização Mundial da Saúde, que é 12 quilos. Embora a FAO, o braço das Nações Unidas para alimentação, estime uma ingestão nacional de 14,5, ainda assim ficamos aquém da média global, que beira 20 quilos anuais por pessoa.

A realidade já foi outra… há muito tempo. Sítios arqueológicos da Amazônia indicam que os primeiros habitantes dessas terras adoravam um peixinho. “A quantidade de ossos de pescados nesses locais mostra que eles eram elemento-chave na dieta”, conta a antropóloga Gabriela Carneiro, da Universidade Federal do Oeste do Pará.

As antigas tribos já seguiam o que atualmente é pregado pelas cartilhas internacionais de alimentação saudável. “A Associação Americana do Coração recomenda o consumo de peixes pelo menos duas vezes por semana”, lembra a nutricionista Paula Honda, da consultoria RG Nutri, em São Paulo. É uma cota que a maioria dos nossos conterrâneos não cumpre.

Para Hellen Kato, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), muita gente dispensa essa fonte de gorduras boas, proteína e minerais porque o preparo é trabalhoso. “Estamos perdendo para a conveniência”, lamenta. Mas que tal se esforçar em nome do paladar e da qualidade de vida? Segundo o chef e pescador Cauê Tessuto, de São Paulo, não existem amarras na cozinha. “Cada um tem sua base cultural e deve usar os ingredientes como achar melhor.”

Conhecer novos peixes e diversificar em casa ou no restaurante é outro conselho para criar o hábito. Inclusive pelo bem da natureza. “Buscar espécies alternativas em vez daquelas que correm risco de extinção é também uma medida de sustentabilidade”, observa a bióloga Cintia Miyaji, do Centro Universitário Monte Serrat, em Santos. Com a ajuda de experts, içamos 40 tipos de pescados de água doce e salgada para você perceber que a mesa e a saúde estão, sim, para peixe.

Peixes de água salgada

Porquinho (Balistes capriscus)

Quem: também conhecido como peroá, pode atingir até 2 quilos na natureza.

Onde: encontrado em toda a costa brasileira, é mais frequente na faixa litorânea que vai da Bahia ao Rio Grande do Sul.

Como: a carne firme favorece o preparo frito ou empanado, o que pede moderação.

Por quê: é rico em potássio, mineral que colabora com os músculos e as artérias.

Cioba (Lutjanus analis) [risco de extinção]

Quem: peixe de escamas e cor avermelhada, mede 40 centímetros e pesa 4 quilos, em média. Mas, solto por aí, pode ficar bem maior.

Onde: aparece em toda a costa brasileira, principalmente no Nordeste.

Como: sua carne clarinha é boa pedida para receitas de escabeche.

Por quê: fornece vitaminas do complexo B, essenciais ao nosso cérebro.

Atum(Thunnus maccoyii, entre outros) [risco de extinção]

Quem: os peixes chamados de atum são do gênero Thunnus. São grandes predadores e alguns ultrapassam 200 quilos.

Onde: estão distribuídos por todos os oceanos, especialmente nas águas mais frias.

Como: a carne escura e untuosa faz sucesso no sashimi e na grelha. Também há a versão em lata.

Por quê: é fonte de ômega-3, gordura parceira da circulação e do coração.

Cavala (Scomberomorus cavalla)

Quem: da família do atum, pode passar de 1,5 metro e 40 quilos. O peso comercial, entretanto, fica em torno de 5 quilos.

Onde: ocorre no Atlântico, desde a costa da Carolina do Norte (EUA) até o Rio de Janeiro.

Como: frita, assada ou defumada, é versátil e combina com várias ervas.

Por quê: entrega vitamina A, bacana para os olhos. Mas pode acumular metais pesados.

Cação (Carcharhinus spp., entre outros) [risco de extinção]

Quem: nome atribuído a pequenos tubarões de várias espécies. Cação-anjo, cação-machote e cação-mangona estão entre os mais comuns.

Onde: o cação é encontrado em todo o litoral brasileiro.

Como: é apreciado em moquecas e cozidos.

Por quê: oferta proteína, fósforo e vitaminas do complexo B. Mas, por ser predador marinho, o cação tende a acumular metais pesados.

Peixe-espada (Trichiurus lepturus)

Quem: o apelido vem da forma alongada do corpo, que pode atingir 3 metros de comprimento e tem coloração azulada. Seu peso chega a uns 3 quilos.

Onde: encontrado nas zonas tropicais dos oceanos. Aqui no Brasil ocorre em todo o litoral.

Como: costuma ser apreciado frito ou assado.

Por quê: fornece a vitamina B1 ou tiamina, que aumenta a disposição.

Agulha (Strongylura timucu, Strongylura marina, Hemiramphus brasiliensis)

Quem: várias espécies são batizadas de agulha. Todas têm corpo longo e esguio.

Onde: esses peixes são encontrados no Atlântico, desde a Flórida (EUA) até o Brasil.

Como: seu formato proporciona pequenas postas que, fritas, servem como aperitivo.

Por quê: a carne firme e suave oferece niacina, vitamina aliada do coração.

Bacalhau (Gadus morhua, espécie do bacalhau-verdadeiro) [risco de extinção]

Quem: eis um nome comum a várias espécies. A mais consumida por aqui chega a 90 quilos.

Onde: vive sobretudo no Atlântico Norte.

Como: a versão seca – popular no país – fica perfeita em saladas, assados, ensopados e como recheio de bolinho.

Por quê: é cheio de cálcio e magnésio, mas vale atenção com a quantidade de sódio.

Garoupa (Epinephelus marginatus) [risco de extinção]

Quem: o nome batiza alguns peixes da família Serranidae. Mas a garoupa-verdadeira, que aparece inclusive na cédula de 100 reais, chega a ostentar 1,5 metro e 60 quilos.

Onde: é encontrada no litoral das regiões Norte, Nordeste e Sudeste do país.

Como: rende filés firmes e excelentes para grelhar.

Por quê: a espécie contém zinco e selênio, minerais que favorecem o sistema imune.

Pargo (Pagrus pagrus) [risco de extinção]

Quem: muitas espécies são chamadas de pargo, mas aqui falamos da principal, que atinge 70 centímetros e 2 quilos.

Onde: nada no Oceano Atlântico. No Brasil fica mais no Nordeste e no Sudeste.

Como: trata-se de um peixe magro, de sabor suave. Em receitas típicas, é cozido com leite de coco e vegetais.

Por quê: boa fonte de minerais como o potássio, que é essencial para os músculos.

Pescada (Cynoscion acoupa)

Quem: chamam-se “pescada” vários peixes da família dos Cienídeos. Destacamos aqui a amarela, que mede 1 metro e ultrapassa 15 quilos.

Onde: litoral do Atlântico, inclusive pela costa brasileira.

Como: a carne branca e com pouca espinha rende filés altos que ficam deliciosos na grelha.

Por quê: oferece minerais como o magnésio, que ajuda a manter o bom humor.

Dourado (Coryphaena hippurus)

Quem: ele pode passar de 2 metros e pesar mais de 40 quilos. Mas a média por aqui é 12 quilos. Não confunda com a espécie de rio.

Onde: abundante em áreas tropicais, é encontrado do litoral do Amapá até o de Santa Catarina.

Como: sua textura firme é boa para moquecas ou assados. Mas requer atenção com a espinha.

Por quê: além de ser fonte de cálcio, soma poucas calorias.

Sardinha (Sardinella brasiliensis)

Quem: as sardinhas são da família Clupeidae e contemplam várias espécies. A sardinha-verdadeira que vive em nosso litoral tem cerca de 20 centímetros.

Onde: pode ser encontrada pela costa brasileira, mas a maior parte está no Sul e Sudeste.

Como: versátil, vai bem frita, grelhada, assada, no escabeche, no molho… E ainda tem a enlatada.

Por quê: pequena, porém rica em ômega-3, cálcio e zinco.

Anchova (Pomatomus saltatrix)

Quem: a espécie pode alcançar 1 metro na natureza. No entanto, é comercializada com cerca de 15 centímetros.

Onde: nativa de áreas tropicais, no Brasil é encontrada em todo o litoral, com destaque para o Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Como: tem sabor marcante e fica deliciosa assada, temperada apenas com sal grosso.

Por quê: é rica em ferro, mineral que afasta a anemia.

Bonito (Sarda sarda, Katsuwonus pelamis, entre outros) [risco de extinção]

Quem: o nome é atribuído a espécies da família Scombridae, que atingem 80 centímetros e 5 quilos. Peixe-serra e bonito-serrado são apelidos.

Onde: em toda a costa brasileira.

Como: tem a carne parecida com a do atum, escura e gordurosa. Por isso, é apreciada na versão assada.

Por quê: oferece cálcio e fósforo, dupla fundamental à saúde do esqueleto.

Tainha (Mugil planatus, Mugil curema, entre outros) [risco de extinção]

Quem: há diferentes espécies batizadas de tainha. Os tipos acima são comuns por aqui e alcançam, em média, 80 centímetros.

Onde: encontrada em todo o mundo, ocupa águas costeiras. No Brasil, ocorre desde o Amapá até o Rio Grande do Sul.

Como: fica saborosa preparada na brasa, inclusive recheada.

Por quê: destaca-se pelo alto teor de cálcio, crucial aos ossos.

Linguado (Paralichthys patagonicus; P. brasiliensis, entre outros) [risco de extinção]

Quem: costuma pesar 2,5 quilos e medir 50 centímetros, em média. Seu corpo achatado e o par de olhos em uma das laterais são características únicas.

Onde: ocorre desde o litoral do Nordeste até o Sul do Brasil.

Como: seus filés delicados e sem espinha são ótimos para ceviches.

Por quê: fonte de vitaminas do complexo B, aliadas da disposição física e mental.

Robalo (Centropomus undecimalis e Centropomus parallelus)

Quem: entre as espécies da turma, há o robalo-peva, com 5 quilos, e o flecha, que pesa 25. Todos têm forma alongada e uma listra ao longo do corpo.

Onde: vive no Atlântico, desde os Estados Unidos até o Brasil.

Como: carne nobre, boa para grelha ou forno, também cai bem crua, em ceviche ou sashimi.

Por quê: rico em fósforo, um amigo do sistema nervoso.

Badejo (Mycteroperca spp.) [risco de extinção]

Quem: da família dos Serranídeos, há espécies com apelidos como badejo-amarelo e badejo-quadrado. Todos têm o corpo alongado e alguns chegam a 1 metro e 90 quilos.

Onde: no Brasil, o badejo ocorre mais no Nordeste e no Sudeste.

Como: ótima pedida na grelha, combina com ervas, caso do tomilho e do alecrim.

Por quê: soma poucas calorias e tem vitaminas do complexo B.

Merluza (Merluccius hubbsi) [risco de extinção]

Quem: designação usada para peixes da família Merluccidae. A espécie acima pesa cerca de 5 quilos e é uma das mais populares no país devido ao preço em conta.

Onde: é proveniente da costa da Argentina e do Uruguai.

Como: seu filé claro, sem espinhas, fica bem na grelha. Limão e ervas ajudam a atenuar o sabor mais intenso.

Por quê: contém ômega-3, gordura de ação anti-inflamatória.

Salmão (Oncorhynchus kisutch, Salmo salar, entre outros)

Quem: nome comum a espécies da família Salmonidae, que, na natureza, chegam a alcançar mais de 10 quilos.

Onde: nativo das águas frias do Hemisfério Norte, ele é criado em cativeiro no Chile.

Como: de sabor marcante e coloração laranja, é estrela na culinária japonesa – vai bem cru e também grelhado.

Por quê: famoso pela alta concentração de ômega-3.

Polaca do Alasca (Theragra chalcogramma e Gadus chalcogrammus)

Quem: ela pode atingir até 80 centímetros e ultrapassar 3 quilos. Já foi apelidada de merluza do Alasca.

Onde: proveniente das águas frias do Pacífico Norte, dos Estados Unidos, Canadá e Rússia.

Como: cozida, a carne branca se desfaz em lascas saborosas.

Por quê: oferece pitadas das vitaminas A e D, fundamentais para as nossas defesas.

Namorado (Pseudopercis numida) [risco de extinção]

Quem: o verdadeiro namorado exibe tons marrons e pode chegar a 1 metro, mas, em geral, é capturado com a metade do tamanho. Tem uma boca enorme.

Onde: encontrado principalmente no litoral do Sudeste brasileiro.

Como: o peixe fica ótimo recheado com farinha de mandioca e vegetais.

Por quê: sua carne branca e suculenta é rica em cálcio.

Manjuba (Anchoviella lepidentostole)

Quem: pequenina, ela mede entre 10 e 12 centímetros.

Onde: aparece no Atlântico, desde a Venezuela, e em todo o litoral brasileiro, principalmente no Nordeste.

Como: sua carne é elástica, rosada e, quando frita, possibilita consumir inclusive a espinha – mas não exagere nesse preparo.

Por quê: a manjuba é fonte de minerais como o potássio, que ajuda a controlar a pressão.

Peixes de água doce

Matrinxã (Brycon amazonicus)

Quem: tem corpo alongado e coloração prateada. Seu tamanho comercial é de 1 quilo, mas atinge até 5 na natureza.

Onde: sua origem é a Bacia Amazônica, mas hoje é cultivado nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.

Como: apesar dos espinhos, vai bem frito, assado ou em escabeche.

Por quê: é outro reduto de potássio, nutriente aclamado por prevenir cãibras.

Dourado de rio (Salminus maxillosus)

Quem: o nome é atribuído a diferentes espécies, e aqui destacamos o apelidado “rei dos rios”, que tem escamas e pode atingir 1 metro e mais de 25 quilos.

Onde: presente nas regiões Centro-Oeste (Pantanal), Nordeste, Sudeste e Sul.

Como: gorduroso e com bastante espinha, é uma delícia assado com tomates e pimenta.

Por quê: fornece as bem-vindas vitaminas do complexo B.

Lambari (Astyanax bimaculatus)

Quem: também chamado piaba, trata-se de um peixe de escamas que atinge até 20 centímetros.

Onde: habita rios e lagos de todo o Brasil.

Como: pelo tamanho pode ser consumido inteiro, eviscerado e bem fritinho.

Por quê: entrega manganês e zinco, par de minerais indispensável para a imunidade.

Curimbatá (Prochilodus lineatus)

Quem: também batizado de curimatã, curimba ou papa-terra, é um peixe médio, com cerca de 60 centímetros e 5 quilos. Alimenta-se da matéria depositada no fundo do rio.

Onde: encontrado em todas as regiões brasileiras.

Como: assado, frito, acompanhado especialmente de molhos cítricos. Um recado: tem sabor peculiar e muita espinha.

Por quê: é boa fonte de proteína.

Panga (Pangasius bocourti, Pangasius hypophthalmus, entre outros)

Quem: conhecido como peixe-gato, é um tipo de bagre que ultrapassa 1 metro.

Onde: originário da Ásia, o panga consumido aqui vem do Vietnã.

Como: seu filé, de textura firme, rende bons grelhados.

Por quê: apesar de nutritivo, carrega a fama de ser contaminado por poluentes. Órgãos sanitários, no entanto, garantem que o consumo é seguro.

Truta (Salmo trutta fario, Oncorhynchus mykiss, entre outros)

Quem: são várias espécies, sendo mais comuns as que medem até 60 centímetros e pesam 2 quilos, em média.

Onde: embora seja nativa do Hemisfério Norte, a truta é cultivada no Brasil, nas regiões Sul e Sudeste.

Como: a carne delicada combina com molhos de alcaparras e de amêndoas.

Por quê: parente do salmão, também acumula gorduras boas.

Pirarucu (Arapaima gigas)

Quem: um dos maiores peixes de escamas de água doce, pode atingir 200 quilos e ultrapassar 2 metros.

Onde: nativo da Bacia Amazônica, também nada na bacia dos rios Araguaia e Tocantins.

Como: sua carne rosada, de sabor suave, rende filés altos que podem ser aproveitados em ceviches e caldeiradas.

Por quê: entrega as vitaminas A e do complexo B.

Carpa (Cyprinus carpio)

Quem: a chamada carpa-comum é uma espécie de escamas, de cerca de 1 quilo e 60 centímetros. Na natureza pode ultrapassar 1 metro.

Onde: oriunda de lagos e rios da Ásia, é um peixe habitual na aquicultura brasileira.

Como: empanada e servida com molho agridoce à moda chinesa.

Por quê: soma poucas calorias e, como todo pescado, é fonte de proteína.

Pacu (Piaractus mesopotamicus)

Quem: da subfamília Serrasalminae, esse peixe de escamas e corpo comprimido, em forma de disco, pode chegar a 50 centímetros e 25 quilos.

Onde: comum nas bacias do Pantanal e do Prata.

Como: nas receitas típicas, é assado e recheado com farinha e vegetais.

Por quê: sua carne saborosa oferece gorduras poli-insaturadas, benquistas à saúde em geral.

Tucunaré (Chicla spp.)

Quem: o nome se refere a espécies que, em média, atingem 30 centímetros e mais de 1 quilo, embora existam os mais robustos. Sua marca é uma mancha preta próxima à nadadeira.

Onde: ocorre nas bacias do Amazonas, do Araguaia e do São Francisco.

Como: é consumido frito ou assado com recheio de farofa.

Por quê: fonte de potássio, mineral que zela pelos músculos.

Pintado (Pseudoplatystoma corruscans)

Quem: peixe de couro que pode atingir 2 metros e 100 quilos na natureza. Mas o tamanho comercial é de 2 quilos.

Onde: encontrado na região do Pantanal, na Amazônia, na bacia do São Francisco e no Tocantins, entre outras.

Como: carne branca e gordurosa, costuma ser preparada na brasa com sal grosso e pimenta.

Por quê: oferta minerais como magnésio e zinco.

Tambaqui (Colossoma macropomum)

Quem: peixe de escamas e formato arredondado, pode alcançar 90 centímetros e atingir 30 quilos.

Onde: nativo da Bacia Amazônica, é capturado no Brasil, Peru, na Colômbia, Venezuela e Bolívia.

Como: de sabor intenso, apresenta espinhas largas, as famosas e deliciosas “costelas”, que costumam ser assadas e servidas com farinha-d’àgua.

Por quê: possui ômega-3, gordura cara às artérias.

Tilápia (Oreochromis niloticus)

Quem: mais de 70 espécies são chamadas de tilápia. A mais popular aqui é a tilápia-do-nilo, que atinge entre 500 e 800 gramas.

Onde: originária da África, já é cultivada em todo o Brasil.

Como: apreciada em receitas de cozidos e assados, seu filé também é um sucesso.

Por quê: magra, possui poucas espinhas e é fonte de minerais como o selênio, protetor das células.

Corvina (Plagioscion squamosissimus)

Quem: também chamadas de pescada-amazônica ou pescada-do-piauí, as espécies do gênero Plagioscion alcançam 80 centímetros e 4,5 quilos.

Onde: vive, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste.

Como: sua textura delicada é boa para ceviche e para assar com recheio de farofa de banana.

Por quê: fonte de fósforo, nutriente importante para o sistema nervoso.

Piramutaba (Brachyplatystoma vaillant)

Quem: peixe carnívoro com mais de 1 metro e cerca de 10 quilos. É produto de exportação para o mercado americano, onde é conhecido como catfish.

Onde: ocorre na Bacia Amazônica e na região próxima à foz do Rio Tocantins.

Como: a carne com alto teor de gordura é usada em ensopados.

Por quê: entrega proteína e cálcio, nutrientes bacanas para a massa óssea e muscular.

Traíra (Hoplias malabaricus)

Quem: apelidada de lobó, essa espécie de escamas pode atingir 4 quilos e 60 centímetros.

Onde: abundante em lagoas e rios de todo o território nacional.

Como: costuma ser frita, mas aparece em receitas típicas de pirão. Vale atenção com a grande quantidade de espinhas.

Por quê: rica em cálcio e fósforo, minerais aliados contra a osteoporose.

Como escolher peixe

– Os olhos devem estar transparentes e salientes, ocupando as órbitas.

– As guelras têm de ser vermelhas, brilhantes e úmidas.

– As escamas precisam ficar bem grudadas à pele,e as nadadeiras, resistentes ao toque.

– O abdômen deve estar firme, quando inteiro, e, se o peixe for eviscerado, as paredes precisam estar íntegras.

– O aroma tem de lembrar o cheiro de maresia.

Comprar peixe congelado compensa?

Ao comprar um peixe nesse estado, é fundamental que ele conserve, ao máximo, a aparência da versão fresca. “Observe também se a embalagem traz o selo do Serviço de Inspeção Federal, o SIF”, ensina Tathyana Araújo, da campanha Coma Mais Peixe.

Sobre peixes e sustentabilidade

A pesca pode ter um tremendo impacto no ecossistema. Daí a necessidade de estimular boas práticas e coibir atividades predatórias. O manejo sustentável envolve equilíbrio entre a capacidade de reprodução dos peixes e a quantidade retirada das águas. A proibição da captura de espécies em via de extinção é outra demanda. “Mas há projetos de proteção que aguardam há anos a autorização dos governos para funcionar”, nota a expert Cintia Miyaji.

Fonte: http://saude.abril.com.br

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Uso inadequado de adoçante não favorece perda de peso

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Uso inadequado de adoçante não favorece perda de peso

Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP revela que a utilização inadequada de adoçantes e alimentos dietéticos pode não contribuir para a redução de peso. De acordo com o trabalho da nutricionista e pesquisadora Ana Paula Gines Geraldo, além da falta de critério na dosagem do adoçante, é comum a prática de consumir alimentos dietéticos de modo a “economizar calorias” para poder ingerir alimentos mais calóricos, podendo comprometer as dietas.

A tese de doutorado avaliou o comportamento de consumo de adoçantes e a sua relação com o excesso de peso corporal. Participaram do estudo adultos e idosos de duas universidades públicas do Estado de São Paulo. Ana Paula teve como orientadora a professora Maria Elisabeth Machado Pinto e Silva, docente do Departamento de Nutrição da FSP.

Os resultados revelaram que as mulheres são as maiores consumidoras de adoçantes e alimentos dietéticos, provavelmente pela maior preocupação com controle de peso e estética. Observou-se que muitas pessoas escolhem o tipo de adoçante dietético pelo sabor, apesar de alguns não terem critério para essa escolha. Além disso, um dado preocupante é que cerca de 15% referiram esguichar o adoçante líquido, ao invés de contar as gotas. Isso faz com que a pessoa perca a noção da quantidade de adoçante consumida.

Economizar calorias

Também foi verificada grande utilização da estratégia de substituir o açúcar e os doces por adoçantes e alimentos dietéticos para “economizar calorias” para poder consumir outros alimentos calóricos. Esse comportamento pode ser perigoso para o controle de peso, visto que a pessoa pode exagerar no consumo de alimentos calóricos e não obter o benefício esperado do uso do adoçante. Um exemplo disso é ir à uma lanchonete pedir o maior hambúrguer, batata, sobremesa e beber refrigerante dietético.

Ressalta-se ainda muitos consomem adoçantes dietéticos para controle de peso mas não mudam outros comportamentos, como nível de atividade física e composição da alimentação. Foram encontrados grupos de sedentários com alto consumo de adoçantes e alimentos dietéticos.

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Orégano ajuda hipertensos a consumirem menos sal

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Hipertensos a consumirem menos sal

Pessoas que sofrem de hipertensão arterial apresentam maior avidez pelo consumo de alimentos com mais sal, quando comparados aos normotensos, mostra estudo da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP. Os testes foram aplicados em idosos e jovens hipertensos e normotensos que degustaram pães com três teores de sal. A boa notícia é que a adição de orégano à massa modificou essa preferência, levando os participantes a preferirem os pães menos salgados. Os dados foram comprovados pela nutricionista Patrícia Teixeira Meirelles Villela em sua tese de doutorado.

A constatação pode ajudar os hipertensos a diminuírem a quantidade de sal que adicionam na comida. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda a ingestão diária máxima de até 5 gramas de sal. No Brasil, o consumo diário pode chegar a 12 gramas.

Os testes foram realizados em 4 grupos, compostos, cada um, por cerca de 30 pessoas (homens e mulheres): idosos hipertensos, idosos normotensos, jovens hipertensos e jovens normotensos. Os participantes tiveram peso e altura mensurados (para cálculo do índice de massa corporal (IMC)), além da aferição de pressão arterial e coleta de urina 24 horas (para averiguar a excreção de sódio e potássio).

Os participantes passaram por um teste de análise sensorial onde degustaram 3 tipos de pão francês com dosagens diferentes de sal. O grupo de hipertensos preferiu o pão com a dosagem mais alta. Depois, foi feita degustação dos pães com os 3 teores de sal mas, desta vez, a pesquisadora adicionou orégano durante a fabricação.

A maioria dos participantes hipertensos passou a preferir o pão com orégano com teor de sal igual ao pão de padaria (1,8%). O grupo de normotensos, que no primeiro experimento escolheram o pão da padaria, passaram, no segundo experimento, a gostar mais do pão de orégano com menos sal (1,2%).

De acordo com a nutricionista, não é possível concluir se a pessoa ficou hipertensa porque come muito sal ou se ela come muito sal pois é hipertensa. “O que se sabemos é que o número de botões presentes nas papilas gustativas [responsáveis pelo reconhecimento do sabor das diferentes substâncias] diminuem conforme a idade”, diz.

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O poder da sinceridade

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O poder da sinceridade

O homem se aproximou com uma cópia do jornal “Boca de Rua” na mão e um sorriso de centenas de dentes na boca.

— Mas que casal simpático!

Levei um leve susto, pois estava distraído, conversando com minha mulher, enquanto aguardávamos na rua a entrega do carro após o jantar.

Era um homem grande e vinha direto na nossa direção. O departamento cerebral de perigo foi acionado, como o robô de Perdidos no Espaço, ascendendo uma luz vermelha em algum canto da consciência.

Não se tratava propriamente de um mendigo. Estava, inclusive, relativamente bem-vestido, na mais fria noite de início de primavera da qual me recordo. O jornal em sua mão, contudo, denunciava a condição de pedinte. O “Boca de Rua” era distribuído em sinaleiras, servindo como um elemento para facilitar a aproximação com o potencial doador.

— Calma chefia. — Ele mostrou a mão espalmada em sinal de paz e, mesmo eu pensando que não fosse possível, estendeu ainda mais o seu sorriso.

Catalogado o perigo, que era baixo, preparei minha postura padrão para esses momentos. Olhar direto, voz calma e amigável e um “não” que, já sabia, seria reiterado diversas vezes antes de ele se dar por vencido. Parou próximo a mim e me examinou por um segundo, com um olhar inteligente. Falou, então, por entre aquele sorriso.

— Patrão, eu podia te mentir, mas não vou. O senhor pode me dar algum dinheiro para a cachaça?

Eu não estava preparado para aquilo.

A rua em questão ficava em um bairro de classe alta. Estávamos cercados de glamour e de bares onde pessoas bem-vestidas bebiam, comiam e se divertiam com aquele olhar blasé. Aquele ar de “acho que isso aqui está legal, mas estou tão acostumado a estar legal que tudo parece comum”.

Na hora, a área repressora do cérebro jogou em cima de mim uma enxurrada de teses politicamente corretas. Algumas, reconheço, efetivamente corretas. Ele possivelmente era um alcóolatra. Se eu lhe desse dinheiro, estaria contribuindo para o vício. Provavelmente, ele não tinha sequer comida para aquela noite. Sim, sim, eu sabia de tudo isso.

Sabia também que ele não era só isso. Era simpático, educado, parecia saudável e, por motivos que desconheço e que não eram da minha conta, estava ali, sem nenhum dinheiro, querendo pegar para si um pouco daquela felicidade que sentia pairar no ar.

Que direito tinha eu de lhe negar isso?

Aí, o departamento de ironia do meu cérebro puxou minha manga e fez ver que, se ele tivesse me pedido dinheiro para comida, em tese, algo mais importante, eu teria negado. E negado de novo, até ele ir embora.

Por quê?

Porque ele não teria sido sincero.

Simpatia, educação, necessidade e sinceridade. Como resistir a todas elas somadas?

Abri a carteira e lhe entreguei uma nota, dizendo que o primeiro brinde teria que ser para mim.

— Mas é cachaça, doutor!

Foi a vez de a minha mulher intervir.

— Bebemos disso também.

E você?

*Por Daniel Nonohay    

 

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Obesidade e problemas de comportamento

Quem não aprende a comer de maneira saudável, apresenta características comportamentais problemáticas - como baixa tolerância às frustrações

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Obesidade e problemas de comportamento

O corpo humano é um reservatório de calorias. Não existe uma medida única de gasto diário de energia, pois ela depende de características pessoais, como biótipo, altura, peso, idade, condições hormonais, atividades, qualidade de sono, comportamentos, estados psicológicos, filosofia de vida, e de características ambientais como clima, temperatura, altitude, estações do ano, locais (praia, montanha).O melhor controle para se conseguir um bom e saudável equilíbrio calórico é se pesar. Para isso, deve-se tomar alguns cuidados como: usar sempre a mesma balança e as mesmas roupas; pesar-se de preferência antes ou depois do banho diário, nas mesmas condições do dia e de alimentação. As pessoas que usam as próprias roupas como medidas só constatam alterações maiores do que 5% do seu peso ideal. O cinto é um acessório que só demonstra o perímetro abdominal, mas engorda-se também nos quadris, no peito e nos braços.Chega-se ao peso pessoal ideal com a ajuda de um especialista. Uma pessoa só engorda se ingerir mais calorias do que gasta e emagrece se gastar mais do que come. É muito simples: comeu a mais? Engorda. Comeu a menos? Emagrece.Geralmente os obesos se queixam que não sabem por que são gordos se comem tão pouquinho… Ora, se engordou é porque ingeriu. Não se cria caloria do nada. Pessoas sem tempo comem rapidamente “qualquer coisinha” no lugar de uma refeição saudável. Esta geralmente tem menos calorias e mais sais minerais e vitaminas, promovendo a saciedade, um dos ingredientes da saúde e da qualidade de vida. Quem come depressa não percebe o que comeu. O maior engano é sair de casa somente com um cafezinho para o trabalho ou para a escola, comer “qualquer coisa”, geralmente muito calórica, no meio da manhã e fazer apenas uma refeição (almoço ou janta) por dia. A soma destas calorias geralmente é maior do que o consumo diário de alguém que faz várias refeições.O nosso cérebro está programado para a sobrevivência. O que se come em excesso, o cérebro manda o organismo acumular. O que se acumula de gordura comendo uma vez por dia não se consegue queimar em um dia.

O apreço aos sabores passa a ser desenvolvido desde os primeiros alimentos. Portanto, quando um nenê já começa a ser alimentado com comida saudável ele com certeza não será gordo. Pais adoram a figura clássica de um bebê feliz: rechonchudinho, bochechudinho, mãozinhas e pezinhos gordinhos, formando até furinhos nos lugares onde é impossível engordar… Pois este nenê, se assim continuar, será um obesinho e morrerá cedinho, bem antes do tempo acometido por uma série de doenças “evitáveis”: diabetes tipo 2, pressão alta, altas taxas de açúcar e gordura no sangue, entre outras.

Como psiquiatra, sempre ressalto que quem não aprende a comer de maneira saudável, além de morrer mais cedo, apresenta características comportamentais problemáticas – principalmente baixa tolerância às frustrações, atrapalhando a própria vida e a de todos à sua volta.

O comer saudável diz respeito a qualidade e quantidade dos alimentos e também à maneira de comer. Tudo o que fazemos obedece a um ritmo: ingerir (comer) as informações, transformá-las (digestão) em conhecimentos e praticá-las (desenvolver o corpo e as experiências de vida).

Quem mastiga bem dá tempo para o cérebro enviar mensagens para o tubo digestivo continuar trabalhando ou para parar de comer, quando há sensação de saciedade. Quem aprende a esperar e resolver situações no tempo certo melhora em tudo, desde comer até estudar, trabalhar e se relacionar com outras pessoas. Há pais que, ao satisfazerem imediatamente a criança nas suas mínimas vontades, não estão ensinando a mastigação e a digestão das recompensas, dos prêmios e da saúde mental. Esta se torna uma criança obesa em vontades, que parece que vai morrer se não for atendida imediatamente. Não aprende a esperar para falar, para fazer, para ouvir primeiro e depois falar. Enfim, torna-se uma criança mal educada.

 

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Razão e preconceito – Daniel Nonohay

Essa crônica é dirigida a você, que tem a pretensão de ser dono do seu próprio nariz e pensar com a sua própria cabeça

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Razão e preconceito

Esta semana, ouvi uma resposta exemplar de um candidato a prefeito. Inquirido se era homossexual, respondeu que a pergunta somente faria sentido se fosse governar com a bunda.

Isso me lembrou algo que aconteceu há alguns anos. Eu tenho um amigo que é homoafetivo. O problema é que ele nunca havia me falado isso. Eu sabia que ele tinha um companheiro, mas ele era extremamente reservado sobre a sua intimidade, preservando-se contra o preconceito. Portanto, havia uma zona de constrangimento. Um dia, resolvi rompê-la e convidei-o para jantar na minha casa, deixando claro que ele poderia convidar quem quisesse; o único preconceito que exercia, frisei, era contra os chatos.

A história é legal, mas hoje vejo que estava errado. Tenho alguns amigos chatos que adoro. Assim, mesmo contra os chatos, não se pode ser preconceituoso.

O homem é o único ser que pode utilizar a razão para guiar o seu comportamento no planeta Terra. A racionalidade implica certas responsabilidades. Não ser deliberadamente burro é uma delas. É exatamente isso o que nos tornamos quando, por opção, deixamos alguém pensar em nosso lugar.

Ser preconceituoso é deixar que outros pensem por ti. É recusar-se a vivenciar e refletir sobre a sua própria experiência. É negar, em suma, a principal característica que nos diferencia dos outros animais.

Voltando ao nosso candidato a prefeito, do qual, afora a referida resposta, eu não gosto, alguém poderia argumentar que é direito do eleitor saber se ele era homoafetivo. Ao que eu responderia: você já viu alguém perguntar a um candidato notadamente “hétero” como ele gosta de praticar sexo? No caso do nosso candidato, o preconceito reside na simples pergunta. A resposta, em verdade, é desimportante.

A melhor postura que já vi em relação à este tema foi a do ator George Clooney. Por anos, a imprensa divulgou rumores de que ele era gay. Ele nunca desmentiu. Há pouco tempo, finalmente deu uma entrevista dizendo que não dava a mínima aos boatos e que negá-los seria uma ofensa aos seus amigos homoafetivos.

Perfeito. A questão é desimportante. Não temos o direito de escolher de quem os outros gostam. Sequer decidimos de quem nós gostamos. Quantas vezes não nos vemos apaixonados por alguém que sequer sabe da nossa existência? Ou sabe e a despreza? Ou que nos trai? Como gostaríamos de arrancar esse sentimento do nosso corpo como um dente podre, para seguir em frente. E, no entanto, ele permanece ali. Machucando.

Em uma sociedade sadia, não se dita ao outro como ele obtém prazer, desde que isso não implique em prejuízo ou danos a terceiros, como no caso de sexo não consentido.

Esta crônica, deixo claro, não é dirigida ao fanático religioso. Se você acha que ou Deus ou o Diabo se importam por quem és apaixonado ou com a forma como os outros obtém prazer na cama, pare de ler aqui. Vá fazer outra coisa.

Não é, também, para aqueles que acham antinatural a homoafetividade (agora, convenhamos, você acredita que, em algum momento, alguém “inventou” gostar de uma pessoa do mesmo sexo? Que esse afeto não é uma simples manifestação humana como as outras?). Ou ainda para as que negam a sua própria inclinação tentando, e muitas vezes conseguindo, matá-la noutras pessoas. Parem de ler. Vocês, em sua grande maioria, estão perdidos e não será uma simples crônica que lhes trará para luz.

Essa crônica é dirigida a você, que tem a pretensão de ser dono do seu próprio nariz e pensar com a sua própria cabeça. É a nossa omissão ou indiferença que dá espaço aos intolerantes, loucos e recalcados para discriminar, maltratar e disseminar o ódio.

Nós somos racionais e isto nos implica responsabilidades.

Não fuja das sua.

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