Débora Januário

Cuidados com o uso do vinagre na limpeza doméstica

Postado em 20 de setembro de 2019

Atualmente há inúmeros sites e vídeos que ensinam fórmulas caseiras para limpar sujeiras difíceis e que trazem o vinagre na composição. Trata-se do ingrediente mais popular dessa modalidade. No entanto, André Karadi, consultor técnico do negócio de Home Care da BASF, alerta sobre os riscos das misturas, do uso incorreto e explica a ação do produto.

O vinagre é uma solução de ácido acético em água com uma concentração de aproximadamente 7%. Por estar presente na maior parte das cozinhas o seu uso é bastante difundido, mas pode ser prejudicial. “Mesmo sendo um ácido fraco e em solução diluída, a substância apresenta grande potencial de corrosão e pode causar irritação. Além disso, quando misturado a outros produtos, como água sanitária, por exemplo, leva à formação de gases tóxicos”, explica o especialista.

A lista abaixo descreve alguns dos efeitos danosos que o uso vinagre como produto de limpeza pode acarretar:

Móveis encerados – o vinagre pode comprometer a camada de cera, removendo a proteção e deixando a superfície mais suscetível a danos. O uso de lustra-móveis projetados para essa finalidade é a escolha mais segura, já que preserva a camada protetora.

Bancadas e pisos de pedra – A ação do ácido pode desgastar a superfície de granitos e mármores ao longo do tempo. Usar produtos apropriados para superfícies de pedra e detergentes neutros permite uma limpeza segura.

Eletrodomésticos –  o uso do vinagre em eletrodomésticos, como no compartimento do ferro de passar que é destinado à água é prejudicial ao aparelho. As instruções do fabricante devem ser seguidas para garantir segurança e efetividade no uso do equipamento.

Pisos e móveis de madeira – o vinagre pode degradar a camada protetora da superfície, deixando-a mais vulnerável a danos e manchas. Limpe apenas com produtos próprios para madeira ou com sabão neutro.

Louças – o uso do vinagre em esponjas ou na louça antes da lavagem pode comprometer as partes plásticas e emborrachadas dos utensílios domésticos. Em máquinas de lavar louça, o ingrediente pode danificar mangueiras e vedações.

Panelas – a mistura de vinagre com bicarbonato de sódio, popular para esse fim, pode causar irritação pela formação de subprodutos. A limpeza de panelas deve ser feita com produtos desenvolvidos para essa finalidade, com maior poder de limpar gordura, como saponáceos cremosos e sabões abrasivos.

Remoção de gorduras – o caráter ácido do vinagre o torna ineficaz para remoção de graxas e gorduras de superfícies já que não reage de forma eficiente com lipídeos. Os sabões alcalinos, desenvolvidos com esse propósito são mais eficientes.

Roupas – a mistura de vinagre com alvejante em roupas é, entre as receitas caseiras, a mais perigosa. O vinagre quando em contato com água sanitária produz cloro na forma gasosa, que é tóxico e, quando misturado com água, produz ácidos clorídrico e hipocloroso. Além dos danos às roupas, ele oferece riscos à saúde.

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Crianças que não bebem água estão consumindo 100 calorias extra, por dia

Bebidas adoçadas com açúcar (SSBs) adicionam calorias vazias às dietas das crianças e podem aumentar o risco de ganho de peso, obesidade e diabetes

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Crianças e adolescentes que não bebem água podem estar consumindo 100 calorias extra por dia, aponta um novo estudo, publicado no Journal of American Medical Association Pediatrics. Esses jovens consomem 93 calorias a mais com a ingestão de bebidas açucaradas do que as crianças que bebem água.

Especialistas alertam que isso pode aumentar o risco de as crianças apresentarem sobrepeso ou se tornarem obesas, porque 3.500 calorias – 37 dias – é o suficiente para ganhar 1 kg de peso. Um terço das crianças britânicas com idade entre dois e 15 anos agora são categorizadas como com sobrepeso ou obesidade, de acordo com dados oficiais. Nos Estados Unidos, quase um em cada cinco jovens, entre seis e 19 anos, é obeso. No Brasil, índices de obesidade infantil já ultrapassam os 16%. Uma a cada três crianças está com sobrepeso.

“Os autores do estudo recomendam que as crianças devam consumir água todos os dias, e que a primeira opção de bebida para as crianças deve ser a água. Porque, se elas não estão bebendo água, provavelmente vão substituí-la por outras bebidas, como bebidas açucaradas, que são menos saudáveis ​​e têm mais calorias”, explica o pediatra homeopata, Moises Chencinski.

O estudo

Os pesquisadores analisaram os hábitos de consumo de 8.400 crianças com idades entre dois e 19 anos e descobriram que  uma em cada cinco crianças relatou que não bebia água.

O Departamento de Agricultura dos EUA recomenda que 10% das calorias diárias de uma pessoa provenham de açúcares adicionados. No entanto, no estudo, as crianças que não bebiam água tendiam a ultrapassar esse limite, consumindo bebidas açucaradas.

As bebidas açucaradas do estudo incluíam refrigerantes, sucos de frutas adoçadas, bebidas esportivas, bebidas energéticas e bebidas açucaradas de chá e café. Não incluíam sucos feitos com 100% de frutas, bebidas adoçadas com adoçantes sem calorias e bebidas adoçadas pelo consumidor, como o chá.

O governo do Reino Unido introduziu um imposto sobre o açúcar em refrigerantes em uma tentativa de reduzir a obesidade infantil em abril do ano passado. Os refrigerantes adoçados com açúcar são a maior fonte individual de açúcar dietético para crianças e adolescentes, o imposto foi projetado para limitar a quantidade de açúcar que as empresas podem adicionar às suas bebidas. Em média, os jovens nos EUA, consomem 143 calorias de bebidas açucaradas por dia. Não dispomos desses dados no Brasil.

“Mas o alerta foi feito: é de extrema importância que as crianças tenham acesso livre à água e sejam incentivadas a consumi-la”, defende o pediatra.

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Mogi Shopping celebra a chegada da primavera com programação especial

Apresentações musicais são abertas ao público

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Em setembro, ao celebrar o início da primavera, o Mogi Shopping traz para a programação do Boulevard nova ambientação instagramável envolvendo cenografia, música e arte. Os guarda-chuvas com referência no “Umbrella Sky Project” estão de volta para compor o cenário para lindas fotos.

O Boulevard é o espaço consolidado da primeira arte no empreendimento e desde o dia 1° está recebendo músicos de qualidade.

 Agenda de apresentações

Dia 22 (domingo): O quarteto de Jazz comandado por Alexandre Cortina se apresenta das 16h30 às 18h.

Dia 23 (segunda-feira): Diego Novaes, que assume o piano todas as segundas, terças e quintas-feiras, das 16h às 18h – nas apresentações permanentes do Boulevard Musical – recebe em edição especial o violinista Bruce Wayne.

Dia 25 (quarta-feira): João Vitor Mafra, artista que dublou o personagem Simba na refilmagem de O Rei Leão, faz show com banda das 18h30 às 20h.

Dia 29 (domingo): O sexteto de cordas Six Rocks encerra a programação. A apresentação será das 16h30 às 18h.

O público que comparecer nas apresentações realizadas às quartas-feiras ganhará brinde especial. A programação fica completa com os shows do projeto Sábado Musical, realizados todos os sábados, das 18h às 21h30.

 Campanha

Enquanto a boa música celebra a chegada da primavera, o empreendimento, mais uma vez, leva as vitrines diretamente para as telas dos smartphones conferindo facilidade e inspiração para compor o visual e a casa na estação mais colorida do ano. Uma campanha online vai mostrar as tendências da coleção primavera-verão e dar dicas de acessórios e produtos que estarão em alta.

Para conferir basta acompanhar o perfil @mogishopping no Facebook e Instagram. Os clientes poderão interagir e pedir dicas dos produtos, como cores, tamanhos e disponibilidade.

Com a despedida do inverno e temperaturas em elevação, muitos restaurantes e lanchonetes começam a adaptar os cardápios. A campanha online vai mostrar opções de refeições mais leves e fresquinhas para compor a mesa de toda a família.

  Serviço

Informações pelo telefone (11) 4798-8800. O Mogi Shopping fica na Avenida Vereador Narciso Yague Guimarães, 1.001.

 

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Gratuito: Pavilhão da Bienal abriga 13º Salão do Artesanato

Entre os dias 9 a 13 de outubro, no Pavilhão da Bienal, em São Paulo, acontecerá o 13º Salão do Artesanato – Raízes Brasileiras, maior vitrine do artesanato brasileiro. A entrada será franca.

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O evento, aberto ao público das 11h às 21h, de quarta a domingo, contará com uma programação variada e atrativa. Os visitantes poderão participar de uma grande exposição de peças artesanais e conhecer ainda a gastronomia típica de cinco regiões do País, oficinas de artesanatos, shows com artistas nacionais e grupos folclóricos, mostra de produção associada ao artesanato: agroindústria e turismo.
O 13º Salão do Artesanato é organizado pela Rome Eventos, promotora das maiores e mais tradicionais feiras comerciais de Brasília e de outros estados, tem como proposta valorizar a importância cultural do artesanato para a preservação das raízes históricas dos povos e incentivar a venda de produtos, colaborando assim para geração de emprego e renda de famílias que fazem do artesanato a única forma de subsistência.
De acordo com Leda Simone C. Alves, diretora executiva da Rome Eventos, a feira deste ano em São Paulo “trará os melhores artesãos de 21 estados e do DF, com peças originais e com a identidade cultural de cada região, porque são artesãos que, acima de tudo, preservam a herança cultural recebida através dos seus antepassados, carregando em cada obra um pouco da história das suas cidades, famílias e origens”.

Salão do Artesanato
Realizado desde 2008, com 11 edições realizadas em Brasília e 1 em São Paulo, o Salão do Artesanato reúne o que há de melhor na produção artesanal do Brasil. Com o apoio do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), o evento sempre conta com a participação de mais de 20 estados e do DF, o que garante uma variedade significativa de produtos. Além dos estandes dos estados coordenados pelo PAB, artesãos com produção individual, cooperados, associações e outros órgãos de fomento ocuparão os 19 mil m2 do Pavilhão da Bienal com mostra e venda de produtos artesanais de várias tipologias, confeccionados com técnicas variadas e diferentes matérias primas.
“Pelo segundo ano em São Paulo, a feira será um encontro com a arte, produtos e sabores que nos identificam como nação e mostrará a diversidade da produção artesanal brasileira se debruçando sobre a temática “É tudo de Bom, é tudo do Brasil“, propondo o contato do público com o Brasil que é feito à mão”, destacou Leda Simone.
Peças artesanais de decoração, vestuário, joias, bijuterias, acessórios, brinquedos, instrumentos musicais e utilitários vão encantar os visitantes pela riqueza de detalhes, qualidade de acabamento e identidade cultural que representam. Na Praça dos Mestres será possível ver mestres artesãos de vários estados fazendo suas peças ao vivo. O Salão terá um palco destinado a apresentações culturais de grupos folclóricos de música e danças típicas e uma praça de gastronomia com pratos típicos de todas as regiões brasileiras. Será um evento que mostrará toda a diversidade cultural do Brasil, em cores, sons e sabores.
Ainda, esta edição abrirá oportunidade para lojistas, decoradores e arquitetos, que encontrarão neste evento peças de todo o Brasil. “Os lojistas, principalmente, terão a oportunidade de renovar seus estoques e já fecharem pedidos para o período de Natal”, reforça Leda Simone, que complementa: “a venda para lojistas é muito importante para os artesãos, pois garantem negócios para períodos maiores que as vendas diretas na feira. A maioria dos artesãos que participam, hoje já são microempresários, que têm compromisso com a qualidade, capacidade para fornecer volumes maiores de peças, que cumprem prazos de entrega e garantem a procedência das peças”.
Em outras edições, a feira recebeu cerca de 1500 artesãos e teve volume de negócios superior à casa dos 5 milhões de reais. É um evento aberto ao público, para toda a família, com entrada gratuita e já recebeu nomes famosos como Maria Rita, Arnaldo Antunes, Guilherme Arantes, Luiza Possi, Ellen Oléria, Sam Alves, Tiê, Ju Moraes, Monique Kessous, Bruna Viola, entre outros.
Desde sua primeira edição, o Salão do Artesanato mantém importantes parcerias com instituições como o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), vinculado ao Ministério da Economia. Além disso, os artesãos que participam do evento são selecionados em todos os estados pela alta qualidade de suas peças e pelo valor cultural agregado às suas produções. São peças com grande identidade, geralmente confeccionadas com matérias primas de reaproveitamento, da natureza e feitas de forma totalmente manual. A presença de mestres artesãos reconhecidos pelo IPHAN como patrimônio vivo de seus estados é outro grande atrativo do evento

Apresentações culturais
Grupos folclóricos, de teatro, músicos, dançarinos, cantores, repentistas, e outras manifestações culturais têm espaço garantido no evento.

Mestres Artesãos
Fios, madeira, argila, sementes, cerâmica e muitos outros elementos transformados pelas mãos de grandes mestres. Arte feita ao vivo, com Mestres de vários estados.

Espaço gastronômico
A gastronomia está sempre presente nas edições do Salão do Artesanato, e em 209 não será diferente. Haverá o Festival Brasil na Panela, onde chefs prepararão pratos típicos das 5 regiões brasileiras, tais como acarajé, vatapá, bobó de camarão, arroz carreteiro, galinhada, bolinho de peixe, torresmo, bolinho de mandioca com queijo e com carne de sol, bolinho de arroz e muito mais.

SERVIÇO:
13º Salão do Artesanato São Paulo
Local: Pavilhão da Bienal
Data: De 09 a 13 de outubro – das 11h às 21h
Endereço: Parque Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n, Portão 3, Vila Mariana, São Paulo (SP)
Entrada: gratuita
Site: www.salaodoartesanato.com.br
Facebook: /salaodoartesanato
Instagram: @salaodoartesanatooficial

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Alunos vindos de escolas públicas são maioria no Vestibular Unesp desde 2017

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A Universidade Estadual Paulista, com inscrições abertas para o Vestibular 2020, registra há 3 anos índice de ingressantes oriundos de escolas públicas superior a 50%. O total foi de 52,6% em 2017, de 55,6% em 2018 e de 54,6% em 2019.

A Unesp destina pelo menos 50% das vagas por curso (total de 3.878 vagas entre as 7.725 do Vestibular) ao Sistema de Reserva de Vagas para Educação Básica Pública. Quando o programa foi iniciado, em 2014, o índice de ingressantes oriundos de escolas públicas era de 40,7%, ou seja, incentivou o aumento de 34,1% no intervalo de cinco anos.

O exame deste ano é o maior da história da Unesp, com 7.725 vagas em 24 cidades, e recebe inscrições até 7 de outubro, pelo site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br). No ano passado, o total foi de 98.435 inscritos.

A taxa de inscrição integral é de R$ 170. A Universidade já encerrou o prazo para realização dos pedidos de isenção e redução de 50% da taxa, com divulgação do resultado dos pedidos prevista para 24 de setembro, na página da Vunesp.

A Unesp oferece ainda redução de 75% aos cerca de 400 mil alunos matriculados no último ano do ensino médio da rede pública estadual paulista (Secretaria da Educação e Centro Paula Sousa). O período para cadastramento destes candidatos é o mesmo da inscrição dos pagantes de taxa integral, até 7 de outubro.

As 7.725 vagas do Vestibular Unesp 2020 são para as seguintes cidades: Araçatuba (170 vagas), Araraquara (855), Assis (405), Bauru (1.085), Botucatu (600), Dracena (80), Franca (410), Guaratinguetá (310), Ilha Solteira (470), Itapeva (80), Jaboticabal (280), Marília (475), Ourinhos (90), Presidente Prudente (640), Registro (80), Rio Claro (490), Rosana (80), São João da Boa Vista (80), São José do Rio Preto (460), São José dos Campos (120), São Paulo (185), São Vicente (80), Sorocaba (80) e Tupã (120).

A Unesp realizará as provas das duas fases do Vestibular 2020 em 35 cidades, sendo 31 destas em todas as regiões do Estado de São Paulo e ainda em Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Uberlândia (MG). A primeira fase será aplicada em 15 de novembro (sexta-feira). Os candidatos classificados para a segunda fase farão provas nos dias 15 e 16 de dezembro (domingo e segunda-feira).

 

Mais informações:

O site https://campanha.vunesp.com.br/vestibular-unesp-2020 permite ao estudante receber avisos sobre o Vestibular 2020 da Unesp – basta realizar um simples cadastro.

Informações sobre todos os cursos da Universidade no Guia de Profissões, em www.unesp.br/guiadeprofissoes

Disque Vunesp – (11) 3874-6300 (em dias úteis, das 8 às 18 horas)

Sites – vestibular.unesp.br e www.vunesp.com.br

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Vitamina D tem papel importante no tratamento contra depressão, diz estudo

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A falta de vitamina D pode aumentar o risco de depressão em pessoas com mais de 50 anos. É o que aponta o estudo feito na Irlanda e publicado no Journal of Post-Acute e Long-Term Care Medicine. Especialistas responsáveis pela pesquisa acompanharam 3.965 pessoas nesta faixa etária durante quatro anos e constaram que 400 pessoas haviam desenvolvido depressão. Os participantes do grupo com nível baixo de vitamina D foram os que mostraram um risco 75% maior de apresentar a doença.

O psiquiatra Kalil Dualibi (CRM SP 47.686), presidente do Departamento Científico de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM), corrobora com a pesquisa e reforça que relação entre o nível de vitamina D e a saúde mental é estudada há séculos pela comunidade médica. “Para se ter como exemplo, em textos do Tratado de Hipócrates já havia menções sobre o hábito de tomar banho de sol para melhorar o humor”, explica.

A vitamina D pode ser útil para prevenir a depressão e também ajudar no tratamento de pacientes que já apresentam quadro depressivo. Para Dualibi, é fundamental verificar o nível de vitamina D nos pacientes com depressão e fazer suplementação sempre que necessário. “Atendi um paciente frustrado por estar em tratamento há tempos sem ter sucesso. Quando pedi exames, a vitamina D dele estava baixíssima, perto de 8ng/ml. Depois da suplementação, ele melhorou muito e nem precisei alterar as medicações”, afirma o médico.

Para o especialista, pessoas com depressão devem ter atenção especial quando o assunto é o nível de vitamina D – assim como as que apresentam doenças crônicas como diabetes, hipertensão e osteoporose. “Pacientes com depressão também estão entre os grupos de risco porque eles costumam não ter vontade de sair de casa e a exposição ao sol é muito importante para produção da vitamina D”, lembra o especialista.

A falta do nutriente também está associada à diminuição da imunidade e ao comprometimento da massa óssea, o que pode favorecer o desenvolvimento de osteoporose. Sem o nível ideal de vitamina D, apenas entre 10% e 15% do cálcio é absorvido pelo organismo. Além disso, a ausência da vitamina tem relação com a evolução do raquitismo e até alguns tipos de câncer.


Fontes de Vitamina D: o sol não precisa ser sua única alternativa
Além da exposição ao sol de áreas específicas do corpo, como braços e pernas – durante 15 a 45 minutos, entre o período das 10 às 16h30 –, e sem filtro solar, o nível ideal de vitamina D pode ser alcançado também por fonte alimentar. Porém, garantir a ingesta adequada vitamina D só com alimentação é extremamente difícil.

De acordo com o médico para atingir 2.000UI de vitamina D seria preciso ingerir cerca de 422g de salmão por dia ou 706g de sardinha (seis latas) ou ainda 80 gemas de ovo. Uma opção mais prática e que não compromete a saúde é a suplementação. Atualmente no mercado, é possível encontrar a vitamina D em cápsulas moles, de fácil ingestão, como o lançamento de Addera D3 2000UI.

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Confira três dúvidas sobre a vacinação contra o sarampo

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Nos últimos dois anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou casos de sarampo em mais de 150 países. Em 2018, foram reportados casos da doença na região Norte do Brasil, identificando que o vírus era proveniente da Venezuela. Já neste ano, os casos que acometeram São Paulo são provenientes de vírus da Ásia e Europa.

Segundo a Dra. Michelle Zicker, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, o ressurgimento do sarampo aconteceu porque o vírus desses locais foi trazido por viajantes e está circulando e infectando pessoas que não estão imunizadas. “O sarampo é uma doença de transmissão muito fácil, já que um indivíduo doente consegue transmitir para até 18 pessoas”, completa.

Confira abaixo os três principais pontos de dúvida sobre a doença e vacina como as formas de contaminação, riscos e como se prevenir:

Contaminação

O vírus do sarampo se espalha pelo ar a partir de secreções que a pessoa infectada elimina ao respirar, falar, tossir, espirrar. “Elas ficam dispersas no ar, principalmente em locais fechados como escolas, creches e meios de transporte”, explica a infectologista.

Riscos

A médica conta que os riscos do sarampo estão relacionados às possíveis complicações como infecção de ouvido (otite), diarreia, trabalho de parto prematuro e bebês com baixo peso ao nascer e mais graves como pneumonia e lesão do cérebro (encefalite) que podem levar a morte.

Prevenção

A vacina é a melhor maneira de evitar o sarampo e deve ser aplicada em duas doses a partir de um ano de vida da criança. Adultos que não foram vacinados e não tiveram a doença na infância também devem tomar a vacina. “A vacina só não deve ser aplicada em mulheres grávidas, pessoas com deficiência da imunidade e bebês com menos de 6 meses de vida”, finaliza Zicker.

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Mancha de poluição avança e atinge 163 km do rio Tietê

Trecho do rio considerado morto e impróprio para o uso mais que dobrou nos últimos quatro anos, aponta Fundação SOS Mata Atlântica. A organização realizará um evento no próximo dia 26, em São Paulo, para debater o tema com governo estadual, Sabesp, especialistas e população.

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Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica, lançado às vésperas do Dia do Tietê (22 de setembro), traz um alerta: o trecho morto do maior rio do estado alcançou a marca de 163 km em 2019, um aumento de 33,6% em relação ao ano anterior (122 km) e muito longe da menor mancha de poluição já registrada na série histórica do levantamento, de 71 km em 2014. Os dados são do relatório Observando o Tietê 2019-O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de

impacto do Projeto Tietê, divulgado pela Fundação na manhã desta quinta-feira (19).

O estudo indica que a condição ambiental do rio Tietê está imprópria para o uso, com a qualidade de água ruim ou péssima em 28,3% (os 163 km) da extensão monitorada, que totaliza 576 km – de Salesópolis, na sua nascente, até a jusante da eclusa de Barra Bonita, na hidrovia Tietê-Paraná. O Tietê, maior rio paulista, corta o estado de São Paulo por 1.100 km, desde sua nascente até a foz no rio Paraná, no município de Itapura.

Nos demais 413 km monitorados (71,7%), o rio apresentou qualidade de água regular e boa, condição que permite o uso da água para abastecimento público, irrigação para produção de alimentos, pesca, atividades de lazer, turismo, navegação e geração de energia. Já o impacto positivo dos investimentos em coleta e tratamento de esgotos nos municípios da bacia ficam evidentes por meio da redução do trecho com condição de água péssima – contido neste ciclo de monitoramento a 18 km, entre o Cebolão, no encontro dos rios Tietê e Pinheiros, até Barueri.

Os dados apresentados foram medidos em 99 pontos de coleta monitorados mensalmente, entre setembro de 2018 e agosto de 2019, por 84 grupos de voluntários do Observando os Rios, projeto da Fundação SOS Mata Atlântica que conta com o patrocínio da Ypê e apoio da Sompo. Os pontos analisados estão distribuídos em 73 rios das bacias hidrográficas do Alto Tietê, Médio Tietê, Sorocaba e Piracicaba, Capivari e Jundiaí, que abrangem 102 municípios das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Sorocaba.

Segundo Malu Ribeiro, especialista em Água da SOS Mata Atlântica, a ampliação da mancha de poluição sobre o rio reflete os impactos da urbanização intensa, da falta de saneamento ambiental, da perda de cobertura florestal, da insuficiência de áreas protegidas e de fontes difusas de poluição, agravados por uma situação hidrológica crítica. Isso porque as chuvas deste período nas bacias do Alto e Médio Tietê registraram volumes 20% inferiores à média dos últimos 23 anos.

Ela explica que, em virtude do menor volume de chuvas, houve redução da carga de poluição difusa, proveniente de lixo e resíduos sólidos não coletados nos municípios, agrotóxicos, erosão e fuligem de veículos, entre outros. Porém, com menor volume e vazão, os reservatórios e rios também perderam a capacidade de diluir poluentes, resultando no agravamento das condições ambientais e na perda de qualidade da água. “Esse problema é um dos fatores que contribuiu para a piora nos índices de qualidade da água na região do Alto Tietê, no trecho da cabeceira, entre os municípios e Mogi e Suzano”, diz.

Malu observa também que dois episódios atípicos, registrados nos meses de fevereiro e julho deste ano, após temporais que ocorreram na região metropolitana de São Paulo, também agravaram a condição ambiental do rio. “O grande volume de chuvas nesses episódios levou à abertura de barragens e a mudanças operativas no Sistema Alto Tietê, com exportação de enorme carga de poluição, de sedimentos e de toneladas de resíduos sólidos retidos nos reservatórios do Sistema para o Médio Tietê. Por conta disso, a prefeitura do município de Salto retirou mais de 40 toneladas de lixo do Parque Municipal de Lavras e do complexo turístico do Tietê, e ruas foram atingidas por espumas e lama contaminada”, exemplifica.

“Rios e águas contaminadas são reflexo da ausência de instrumentos eficazes de planejamento, gestão e governança. Refletem a falta de saneamento ambiental, a ineficiência ou falência do modelo adotado, o subdesenvolvimento e o desrespeito aos direitos humanos”, complementa a especialista.

Ela destaca também a urgência do aprimoramento de normas que tratam do enquadramento dos corpos d’água, estabelecendo metas progressivas de qualidade da água e excluindo os rios de classe 4 da legislação brasileira — na prática, essa classe permite a existência de rios mortos, pois admite a existência de rios sem limites de diluição de poluentes.

Além disso, para ela é fundamental ampliar os serviços de saneamento básico e ambiental, e investir em serviços baseados na natureza, com a ampliação de áreas protegidas, de parques lineares e de várzeas, integrando essa “infraestrutura verde” à “infraestrutura cinza” (reservatórios e sistemas de recursos hídricos).

“Água Limpa para todos é uma grande causa da SOS Mata Atlântica e dos milhares de voluntários que realizam este levantamento. Agora, precisa ser também incluída na agenda de desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Por isso, continuaremos com o trabalho de monitoramento e a divulgação anual desses dados, nossa colaboração ao enorme desafio que é a recuperação do maior rio do estado”, conclui.

Sobre o envolvimento dos voluntários nesta agenda, Romilda Roncatti, coordenadora do Observando os Rios, completa: “A metodologia do projeto permite agregar a percepção da sociedade aos parâmetros técnicos utilizados internacionalmente para medir a qualidade da água. Dessa forma, instrumentalizamos e empoderamos cidadãs e cidadãos para monitorar os rios no seu entorno, pois a poluição deles impacta diretamente a qualidade de vida e a comunidade, e também a propor o aprimoramento das políticas públicas e a gestão da água no país”.

No dia 26 de setembro, a Fundação SOS Mata Atlântica realizará evento para debater com o governo do Estado de São Paulo, Sabesp, especialistas e população, estes dados, bem como as metas, ações propostas pelo governo e tecnologias para a despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, os principais rios paulistas. Saiba mais.

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Torcedores símbolo do Palmeiras concorrem ao Fifa Fan Award

A votação vai até dia 23, quando o vencedor será anunciado em Milão durante o The Best Fifa Football Awards

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Silvia Grecco não imaginava que ao levar o seu filho Nickollas, que é cego e autista, ao Allianz Parque para a partida contra o Corinthians no ano passado promoveria uma mudança radical na vida de ambos. Depois de aparecer na TV narrando os lances do jogo para o pequeno torcedor de 12 anos foram vários pedidos de entrevistas, filmagens e aparições em eventos. Nickollas e a mãe, de repente, tornaram-se torcedores símbolo do Palmeiras.

O sucesso foi tanto que a dupla alcançou fama internacional e agora concorre ao prêmio de fã do ano pela FIFA. O prêmio faz parte do The Best FIFA Football Awards, que será realizado em Milão na próxima segunda-feira, 23 de setembro, e que premiará, também, os melhores jogadores e jogadoras do ano, técnicos de destaque, além do gol mais bonito da temporada.

“Tudo aconteceu na nossa vida muito rápido. Não pedimos para que acontecesse, simplesmente aconteceu. Não sou heroína, sou mãe, sou guerreira, vivo com ele e para ele! Luto diariamente por ele e por tantos outros. Estar no estádio e narrar o jogo para o Nickollas sempre foi rotina. A partir do instante que alguém nos viu com os olhos e nos enxergou com o coração, tudo passou a ter uma dimensão maior”, diz Silvia.

A visibilidade conquistada pela cena de carinho de mãe para filho tornou-se uma forma de ampliar o debate sobre acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência. Nickollas nasceu de cinco meses, pesando 500g e com cegueira total – por conta da prematuridade as suas retinas não se formaram. Silvia passou por um longo processo de adoção até que conseguisse trazê-lo para a sua família. Somente mais tarde veio o diagnóstico do autismo.

“Hoje entendo tudo isso como uma missāo. O mundo ama futebol, o Brasil sempre foi o país do futebol. Então esse esporte amado por todos vai nos ouvir. Vai ser nosso instrumento… vai ser a nossa voz. Vamos levar essa mensagem de inclusão sempre e com muito amor. Representamos nosso time, o Palmeiras, e todas as torcidas que respeitam as pessoas com deficiência. Não é apenas futebol!”.

Sobre os torcedores

Silvia Grecco é mãe de Nickollas, que nasceu de cinco meses fruto de uma gravidez interrompida, pesando 500g e com cegueira total – por conta da prematuridade, as suas retinas não se formaram corretamente. Foram longos quatro meses de espera e internação até que Silvia conseguisse finalizar o processo de adoção e trazer Nickollas para casa. O diagnóstico de autismo veio apenas anos mais tarde. Como desde cedo Nickollas demonstrava interesse por futebol (principalmente pelo Palmeiras), Silvia passou a levá-lo para o estádio, narrando cada lance da partida.

Instagram

www.instagram.com/nickollasgrecco

 

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No dia do sorvete, aprenda como preparar um milk-shake de cerveja

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Os últimos dias do inverno já mostram uma prévia do que está por vir nos próximos meses: muito calor e sol. Para ajudar na hora de refrescar-se, o sorvete pode ser uma boa pedida, inclusive possui até uma data própria em sua homenagem. O dia do sorvete é comemorado no dia 23 de setembro, uma homenagem à data da fundação da ABIS – Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete, no ano de 2002. Além do sorvete, a cerveja costuma ser uma ótima opção quando se fala em alternativas para driblar as altas temperaturas. Para quem curte tanto sorvete como cerveja, o mestre cervejeiro da Ashby, Alexandre Vaz, ensina como preparar um milk-shake de cerveja, confira:

Ingredientes
1/2 xícara de cerveja estilo Porter Coffee
1 1/2 xícara de sorvete de chocolate
5 colheres de sopa de leite em pó
Chantilly para decorar

Calda de chocolate
5 colheres de chocolate em pó
3 xícaras de leite
2 colheres de manteiga sem sal
1 colher de chá de farinha de trigo

Modo de preparo
Milkshake: bata todos os ingredientes no liquidificador e sirva gelado. Coloque o chantilly no topo para enfeitar.
Dica: a cerveja Coffee Porter é uma cerveja escura com sabor de café, ou seja, além do sabor do chocolate, o sabor do café faz a bebida ter um sabor único e irresistível.
Calda de chocolate: leve ao fogo o chocolate e a manteiga e coloque aos poucos o leite. Misture a farinha de trigo com um pouco de água e misture a calda e espere esfriar.

Montagem
Coloque a calda no fundo do copo e ao redor dele, depois, coloque a bebida no copo.

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Viagem: cinco passeios de barco que só o Brasil tem

Postado em 16 de setembro de 2019

O litoral brasileiro tem mais a oferecer do que as praias famosas: reserva paisagens de beleza singular que fazem com que os mais exigentes coloquem o país entre os destinos preferidos. Conhecer cada uma das 365 ilhas de Angra dos Reis, percorrer o mar de Salvador como feito na época das expedições, explorar as praias escondidas de Ubatuba e Guarujá e ter o privilégio de vislumbrar os ícones cariocas por outro ângulo – o marítimo – são experiências ímpares. Especialista no aluguel de barcos, a Nautal (www.nautal.com.br) indica cinco lugares que são parada obrigatória.

Angra dos Reis, uma ilha para cada dia do ano
Angra dos Reis tem 365 ilhas, uma para cada dia do ano. A maior delas é Ilha Grande, que protege a região das correntes oceânicas e torna as águas fáceis de navegar, propícias para esportes náuticos e com rica vida marinha. A Ilha de Lopes Mendes é considerada uma das mais bonitas do país, mas o mar verde esmeralda em contraste com a areia branca da Ilha da Gipóia e o azul da Lagoa Azul também são encantadores.
Saco do Céu, Ilha Botinas, Ponta da Piedade e as praias da Fazenda e do Dentista devem ser incluídas no roteiro. Para chegar às ilhas menores, o indicado é alugar uma lancha, uma vez que muitas só são acessadas por embarcações de pequeno porte. Outra recomendação é respeitar o cercamento de áreas com barreira de boias – não só em Angra mas em outro municípios – para evitar acidentes com banhistas. Longe da demarcação, a ordem é aproveitar a natureza, relaxar e se divertir.

Cidade Maravilhosa sob uma nova perspectiva
O Rio de Janeiro dispensa apresentações, mas o cenário ganha um novo olhar quando visto de um ângulo privilegiado: do mar. No entorno da Baía de Guanabara o barco faz um verdadeiro city tour e transforma os cartões postais em obras de arte a céu aberto: a Fortaleza de São João, o Pão de Açúcar, a Praia do Flamengo com vista para o Cristo Redentor, a Ilha Fiscal, a ponte Rio-Niterói e o Museu do Amanhã.
“O mar é fascinante, e quando unido à geografia do Rio, ainda mais com aquele pôr do sol espetacular, é de tirar o fôlego”, diz Nelcio Marchioro, proprietário de um catamarã para aluguel no site da Nautal. A embarcação leva, ainda, a ilhas oceânicas, como Cagarras, Tijucas, Cotunduba, Rasa e Maricás, longe da aglomeração de turistas.

O mar histórico de Salvador
Maior baía da costa litorânea brasileira, a Baía de Todos-os-Santos, em Salvador, é a segunda maior do mundo – atrás apenas do Golfo de Bengala. Dela originou-se, inclusive, o nome do estado, Bahia. O mar envolto pela Mata Atlântica, com manguezais, restingas e recifes de corais encantaram Américo Vespúcio na expedição de 1501 e continua deixando os navegantes de queixo caído.
A Ilha dos Frades, a quase duas horas do continente, é um dos tesouros descobertos no século 17. Com águas calmas, mornas e cristalinas, é indicada para a prática de snorkelling e standup paddle e tem no alto de um morro a capela de Nossa Senhora de Guadalupe. Os esportes náuticos também são ponto alto em Itaparica, mas o entardecer é o momento de parar e contemplar o sol se pôr, especialmente a bordo, ao vê-lo iluminar o Elevador Lacerda e as construções da Cidade Alta.

A vida marinha abundante de Ubatuba
Com 100 km de costa e mais de 100 praias, Ubatuba é reduto de paisagens de águas limpas, areias brancas e vida submarina – a Ilha das Couves, inclusive, é chamada de aquário natural. Ao norte, as praias da Almada, Prumirim e do Félix merecem destaque no roteiro, enquanto que, ao sul, Enseada e Lázaro são as mais populares.

Guarujá, a Pérola do Atlântico
Não é à toa que Guarujá é conhecida como Pérola do Atlântico. Além das praias famosas, como Pitangueiras e Enseada, a cidade tem destinos mais privativos e não tão divulgados, que podem ser acessados por barcos. A ilha das Cabras, da Moela e das Palmas são algumas que rodeiam o município, enquanto que nas praias do Éden, São Pedro, do Iporanga, Sangava, Velho e Cheira Limão o visitante se depara com cenários que destoam da vida frenética de São Paulo, a apenas 95 km dali.
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Especialista esclarece mitos e verdades sobre o colesterol

Postado em 13 de agosto de 2019

A alimentação desequilibrada e o sedentarismo são algumas das causas que desencadeiam um dos grandes vilões da saúde: o colesterol ruim. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) do ano passado, os níveis elevados do colesterol atingem aproximadamente 60 milhões de pessoas, cerca de quatro em cada dez brasileiros adultos. Entre eles, cerca de 11% nunca fez exame de colesterol e quase 70% só descobriu a condição após os 45 anos de idade.

O colesterol é um tipo de gordura fundamental para o funcionamento do organismo e o próprio corpo é responsável por fabricar boa parte desse componente, que está presente em órgãos como o coração, cérebro, intestino, músculos e pele. A outra parte é adquirida por meio dos alimentos ricos em gordura. No entanto, quando há uma má alimentação e ausência de atividades físicas, o colesterol considerado ruim (LDL), pode se tornar excessivo e desencadear alguns problemas de saúde, como quando as placas de gorduras obstruem artérias, podendo levar ao infarto, e outras doenças cardiovasculares.

Neste Dia do Cardiologista, o especialista Dr. Cleber Mazzaro, cardiologista do Centro Cardiológico do Hospital Brasil, esclarece alguns mitos e verdades sobre o assunto e dá dicas indispensáveis para evitar e, no caso dos pacientes, controlar a doença.

Os fatores de risco são apenas externos e ambientais?

MITO. Os fatores de riscos mais conhecidos são o tabagismo, falta de exercícios físicos, dieta rica em gorduras, idade avançada e diabetes. Até fatores psicológicos podem afetar, como estresses do dia a dia. Porém, segundo o cardiologista, a genética também pode contribuir. “Há pessoas que possuem uma alimentação balanceada, não ingerem tanta gordura e o colesterol é alto. Isso se dá por causa de uma condição chamada hipercolesterolemia familiar, quando o colesterol é hereditário”.

Há níveis de riscos do colesterol?

VERDADE. “Há o colesterol de risco baixo, médio e alto. Para definir cada um deles, é preciso avaliar o índice do colesterol que comemos e o que corpo fabrica, ou seja, o ruim e o bom, a idade, hipertensão, tabagismo e outros. É preciso estar atento a todos esses fatores e manter o equilíbrio, alinhando hábitos saudáveis com orientações de especialistas”, esclarece o cardiologista. Ainda segundo o médico, há um índice ideal para cada tipo: Colesterol bom (HDL): sempre maior que 40 mg/dl. Colesterol ruim (LDL): depende do grau do risco do paciente.

Apenas a prática de exercícios ajuda?

MITO. Além das atividades físicas que devem fazer parte da rotina de todos, uma dieta balanceada deve ser um complemento importante na prática de hábitos saudáveis. Entretanto, para quem já possui o colesterol alto o uso de medicamentos é imprescindível para o controle da doença. “Além do uso das estatinas, medicamentos já conhecidos no combate ao colesterol, há um novo remédio já autorizado no mercado brasileiro que é a base de PCSK9. Indicadas para pacientes que possuem resistência às estatinas, essas novas drogas são injetáveis pelo menos duas vezes ao mês, possuindo uma eficiência tal qual as que já conhecemos”, conta Mazzaro.

Ovo é realmente um vilão?

MITO. “A gema é realmente rica em colesterol, mas não faz do ovo em si um grande causador do colesterol. Mesmo em dietas com baixo carboidratos, tem que haver um consumo moderado e complementar a alimentação com outros nutrientes. O segredo é consumir tudo moderadamente”, explica o médico.

Bebidas ajudam a moderar o colesterol?

VERDADE. Segundo o especialista, há estudos que apontam que alguns tipos de vinho são bons para o coração. Nessas pesquisas, o uso dessas bebidas com moderação provoca uma elevação do colesterol bom (HDL), ajudando na remoção de partículas gordurosas das artérias, diminuindo também o risco de infartos e AVC.

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