Geração “mimimi”: porque estamos tão sensíveis?
Postado em 30 de maio de 2024
A palavra “mimimi” é uma onomatopeia que imita o som de alguém chorando, descreve alguém que reclama tudo, sempre se colocando como vítima da situação. Essa sensibilidade a tudo e a todos, traz consigo uma crise de identidade, a falta de resiliência, o desistir no meio antes de terminar, “entregar os pontos”.
Neste artigo, quero sob o olhar da educação, compartilhar alguns desafios que enfrentamos nessa sociedade pós-moderna.
Estamos todos os dias, literalmente, “remando contra a maré”, temos que lidar com conflitos socioemocionais, culturais, socioeconômicos, e em todo tempo reinventarmos ou ressignificarmos o papel da educação formal.
Em nossa sociedade, partimos da premissa que a família é a instituição responsável pela educação informal, isto é, tem o dever de ensinar os costumes humanos como falar, andar, comer, religião, cultura… Já ao ambiente escolar, cabe a responsabilidade da educação formal, criar um local onde acontece a mediação dos conhecimentos científicos.
No entanto, o que constatamos são crianças, adolescentes totalmente despreparados para a vida adulta, pessoas que não suportam nenhum tipo de desafio, pressão, e que frente a qualquer obstáculo se encolhem e se prostram, uma geração emocionalmente fraca, que tem coragem de enfrentar pessoas virtuais, no entanto não conseguem encarar pessoa de verdade.
Não existem fórmulas mágicas, nem receitas prontas, em minha experiência, não é possível terceirizar nossas responsabilidades, precisamos reaprender o básico. É necessário gastarmos tempo de qualidade em família, contar nossas histórias, criarmos vínculos e tradições afetivas que marquem vidas, e que nos momentos mais importantes serão a base para as decisões mais difíceis que certamente enfrentaremos.
Assistimos uma superproteção por parte dos adultos, que exerce uma influência negativa, de extrema dependência e que roubam a chance da emancipação saudável dos menores.
O grande dilema é como passar por esse processo, somos uma geração que foi criada por computadores, por programas de internet, por aparelhos eletrônicos, por inteligências artificiais e elas não nos ensinaram como lidar com nossas emoções, talvez porque elas não possuam emoções.
Minha sugestão modesta é que apaguemos as luzes, desliguemos nossos aparelhos e retornemos as velhas tradições, porque afinal de contas, foi por essas lembranças, por essas tradições que chegamos até aqui.






