Neurociências e suas contribuições na inclusão escolar
Postado em 19 de outubro de 2022
Grandes teóricos da educação já discorriam sobre a relação entre neurociência e aprendizagem, como Jean Piaget, Lev Vygotsky, Henri Wallon e David Ausubel. Os mesmos observavam os impactos das emoções na retenção de informação, a importância da motivação e da atenção para estudar e a capacidade do cérebro de se modificar de acordo com experiências e o contato com o meio.
Sabemos que muitas escolas têm encontrado desafios no manejo da inclusão escolar, em razão disso o olhar atento e o respeito às necessidades reais dessas crianças fazem uma grande diferença tanto na vida dos alunos com alguma deficiência como nas que estão interagindo com elas. Nesse contexto a neurociência tem uma grande contribuição para nos ajudar a entender como a criança desenvolve capacidades de assimilação, linguagem, criatividade e raciocínio.
Existem alguns princípios da neurociência que norteiam a prática da inclusão escolar, sendo assim é relevante que o professor venha conhecer a neuroplasticidade de forma a poder pensar em cada aluno com suas particularidades e singularidades, tendo em vista que os mecanismos neurobiológicos envolvidos no autismo, por exemplo, podem ser diferentes no TOD e no TDAH, mas ao mesmo tempo podem estar interligados devido às comorbidades.
Estudos pontuam que os estímulos trabalhados pelos professores propiciam a ativação da neuroplasticidade, que está intimamente ligada ao desenvolvimento das funções cognitivas. Nesse contexto, este é moldável aos estímulos do ambiente escolar, que levam os neurônios a formarem novas sinapses, dessa forma o professor consegue fazer com que a criança com necessidades especiais amplie o repertório, desenvolvendo sua aprendizagem.
Essas contribuições da neurociência são muito importantes para os professores nortearem sua prática educacional de forma a contemplar as necessidades da inclusão, levando em conta que os neurônios são as células que formam o cérebro, eles são capazes de fazer sinapses, que são os canais de comunicação entre dois ou mais neurônios. Esse estímulo à comunicação que os professores incentivam é fundamental para que haja o desenvolvimento dos circuitos de processamento de informação.
Os estímulos que a criança recebe dentro da escola pelos professores e demais alunos fortalecem os circuitos, que se multiplicam e formam conexões cada vez mais rápidas. Eles acabam por formar uma rede, que liga diferentes regiões do cérebro, propiciando o desenvolvimento da aprendizagem.
Assim, da perspectiva da neurociência, a aprendizagem é um processo desencadeado pelo cérebro ao reagir aos estímulos do professor. As sinapses geradas formam circuitos que processam as informações, com capacidade de armazenamento na memória de longo prazo.






