O ledo engano pensar em coaching como tábua de salvação

Postado em 2 de maio de 2018

coaching

Estamos vivendo um tempo em que as pessoas acreditam que sua vida pode e será resolvida com algumas sessões de coaching, desde problemas emocionais (autoestima, perda, rejeição etc.), até mesmo o próprio emagrecimento.
Isto porque, para estas pessoas fazer o processo com este nome americanizado traz status, mas, é pura ilusão, pois, não passa de uma onda de modismo que envolve o tema. Existem sim, promessas de processo milagroso para todos os propósitos, todos os gostos e todos os bolsos. Essa onda acompanha a tendência humana de terceirizar as suas dores, os seus sofrimentos e as suas frustrações. Aí o coaching surge como uma “tábua de salvação” e, mais uma vez, se não acontecer a resolução de seu problema, a pessoa terá mais um para colocar a culpa. E o pior, pensa que além de ser um processo que vai diferenciá-la, o mesmo terá pílulas mágicas para resolver tudo em poucas sessões.Que lástima!
A verdade é que o coaching, assim como outros métodos de apoio ao ser humano, não faz milagre, pois, tudo depende, 100% das escolhas e das ações do cliente que, neste processo é denominado de “coachee”. Repetindo: tudo depende exclusivamente do “coachee”, o qual é devidamente conduzido pelo seu “coach”, o profissional que, na verdade, não é aquele que mostra um cardápio de caminhos possíveis, que sugere soluções para os seus problemas e que concorda passando a mão na cabeça, pois, se alguém oferecer a solução de seus problemas de forma milagrosa, rápida, fácil e sem dor, não leve em consideração, visto que, em geral, você os vive há décadas e quem vai resolvê-los, como já disse, é “você”.
Tudo depende do seu “querer”. Posso afirmar com segurança que o processo de coaching não é para quem precisa, é tão somente para quem quer.
O que importa é que o coachee acredite que toda e qualquer mudança depende única e exclusivamente dele ou dela.
Em tempos de cursos rápidos, de aprendizagem formatada, de solução instantânea em que em pouco tempo pode-se ir ao Facebook mostrar a foto de pessoa feliz, realizada, capaz e poderosa, posso garantir, isto não existe.
Para que o processo de coaching seja eficiente, o coach conduzirá o coachee, ao longo dos exercícios de reflexão, a fazer suas próprias escolhas, gerando, assim, a sua própria transformação. Mudar a consciência de si mesmo é o caminho para se transmudar em quem realmente se quer ser.
Na maioria das vezes, não se sabe o que se quer, não se é capaz de olhar para a própria história de maneira realista, reconhecendo nela o que dói e precisa ser curado e, também, o que traz orgulho e alegria. Tudo isso com a finalidade de escolher, de se conhecer e de se potencializar rumo a um novo objetivo ou meta e, é justamente na recorrência da incapacidade de saber o que se quer, que se tende a terceirizar os fracassos e as responsabilidades, negando que é o próprio protagonista das escolhas da sua vida.
E é justamente aí, com o auxílio do coach no processo de coaching, que se fica face a face com a verdade, descobrindo, de modo geral, que se é omisso não optando pelas próprias escolhas, mas, sim, pelas dos outros. Não importa o que aconteceu, o que importa é o que se vai fazer em relação ao que aconteceu e, isto, é absolutamente possível, bastando, tão somente, querer.
Com a ajuda de um profissional, técnico e consciente, essa árdua jornada será mais tranquila. O desafio é manter a coragem de descobrir como se levantar e dar a volta por cima de todas as dores, sem exceção. Como diz a música de Paulo Vanzolin: “Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”.
O caminho é assumir a própria história, superar os erros cometidos e gerar a transformação necessária na própria vida. Segundo a pesquisadora Brené Brown, existem três marcos principais:
1º) O reconhecimento: reconhecer o que está doendo e observar de que forma o dito sentimento está ligado aos pensamentos e comportamentos.
2º) A descoberta: ser sincero em relação a sua realidade e ir sem medo e sem se sentir menor em busca de ajuda, pois, essa busca é essencial para entender que você é e como se relaciona com os outros.
3º) Revolução: realizar as mudanças necessárias, não terceirizar as suas culpas, se ver face a face, se perdoar, perdoar o outro, em especial, ter compaixão e, finalmente, admitir que tudo que você passou ou está passando foi sua própria escolha.
Somente assim será escrito um novo final, mais corajoso, a fim de se modificar e encarar o mundo de uma nova maneira.

O caminho
Observa-se que a procura pelo processo de coaching sempre é motivada por uma queda ou fracasso na vida, fatos estes que nos obriga a enxergar que a transformação dos sentimentos, pensamentos e comportamentos é que irá levar a outros lugares e a novas conquistas. Sem dúvida, este processo torna-se verdadeiro e íntegro ao se ler a frase de Brené Brown: “O meio do caminho é confuso, mas, também é onde a mágica acontece”.
Portanto, tenho um convite a fazer, queridos leitores e leitoras, vamos fazer uma parceria, não ao mundo do coaching de técnicas memorizadas e automatizadas, de ferramentas mecânicas e do alcance da meta a qualquer custo, mas, ao mundo do coaching que desperta em si o potencial para ser alguém íntegro, inteiro de verdade, resultante de uma sucessão de fracassos e vitórias que, juntos, vão tornar você um ser melhor e, sem dúvida, mais feliz. Meu desejo mais profundo, é que este processo sobreviva ao modismo que o assola e desacredita, mas, que siga o seu verdadeiro propósito de ser o caminho facilitador de transformação corajosa e poderosa. Então, você também acredita que a transformação é uma porta que só se abre por dentro?

Por: Cândida Possebon (Arujá – SP)
Profissional & Self Coach – PSC
Cert.6097 – IBC Instituto Brasileiro de Coaching
Pós-graduada em emagrecimento pelo Instº. Health Coaching
www.coachcandidapossebon.com.br
Contato: 97450-7135

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