O discípulo

Postado em 8 de janeiro de 2018

O-DISCIPULO

Acabei de voltar do interior de São Paulo, depois de um ano prestando assessoria na área de liderança em uma empresa de médio porte, com mais de 30 anos no mercado de peças para tratores. Fui contratado pelo presidente desta instituição, que estava fazendo a transição de sua empresa de família, com a incumbência de reformulá-la por completo.

Ao chegar à empresa, me deparei com um grande desafio, pois ocorria divergência de ideias entre duas gerações distintas: um pai com seus sessenta e poucos anos e um filho de vinte e seis, com todo gás de um jovem recém-formado em Engenharia Mecânica, sedento por inovações. Ao me deparar com essa situação, precisei utilizar ferramentas que, ao longo dos anos, venho me dedicando. Minha primeira atitude foi me tornar discípulo deste presidente. Comecei a acompanhar sua rotina de trabalho, segui seus passos por três meses. Tempo suficiente para entender toda a grandiosidade do sucesso da empresa.

Ele estava no mercado há muito tempo conservando funcionários de longa data, com lucros aceitáveis. Porém, constatei que há mais de cinco anos não ocorria nenhum tipo de crescimento financeiro e de estrutura. Isso me deixou intrigado.

Nos meses subsequentes fiz o mesmo processo com o filho e futuro substituto do presidente. No começo percebi certa falta de jeito com os funcionários que tinham o visto crescer dentro da empresa. Constatei, contudo, oportunidades fantásticas de ver os lucros da empresa e a estrutura aumentarem gradativamente.

No prazo de cinco anos eles alcançariam o mercado exterior em toda sua extensão. O presidente tinha a sabedoria do trato com os funcionários, a compreensão de escutá-los e reconhecer suas necessidades sem perder a autoridade, sabendo dizer o “sim” na hora certa e o “não” em situações pontuais. O filho com seu gás e ímpeto precisava aprender a escutar o pai, pois a inovação é necessária, mas a cautela também.

Na posição de discípulo de ambos aprendi algo essencial. O conhecimento da engrenagem que move uma empresa deste porte. Quanto mais conhecimento do ofício a ser exercido, melhor será o direcionamento para fazer com que o produto, o negócio, a empresa alavanque.

O lucro é importante? O dinheiro é importante? Certamente, estas perguntas serão respondidas sim. Mas, amor, paixão e prazer onde ficam?

Até mais.

Hugo Felipe Alferes
Psicólogo, Master Advacend Coach.
Diretor da Empresa Pense Sempre Positivo.
Contato (11) 4115-9674/ (11) 98911-4351
www.pensesemprepositivo.com
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