Joelho exige atenção especial na retomada de exercícios

Postado em 30 de novembro de 2020

Com a flexibilização das medidas de isolamento, muitas pessoas começam a retomar a prática de exercícios. No entanto, depois de passar meses com pouca ou nenhuma atividade física, uma das partes do corpo que exigem mais atenção é o joelho. Essa é uma articulação formada por músculos e ligamentos importantes, sendo responsável por muitos dos movimentos que realizamos no dia a dia e ainda por sustentar o peso de todo o corpo.
Dr. Gilberto Anauate, coordenador do serviço de ortopedia e traumatologia do Hospital Santa Paula, explica que a maior parte das cirurgias realizadas no joelho são resultado de traumas, como batidas ou torções. “São lesões muito comuns em pessoas mais jovens, que realizam atividades físicas mais intensas. Acontecem muitas vezes em atletas, sejam eles profissionais ou amadores”.
Para o ortopedista, os competidores de fim de semana são os que mais sofrem com problemas no joelho que precisam de procedimentos cirúrgicos para correção. Por isso o retorno aos exercícios após meses de sedentarismo precisa ser feito com mais cuidado. Segundo o especialista, os traumas no joelho causados por atividades de diversão já voltaram a aumentar nos consultórios.
As lesões podem acontecer em uma queda ou durante uma rotação do corpo em sentido contrário ao joelho, e podem ocorrer durante a prática de esportes, dança ou mesmo em atividades cotidianas. Em esportes coletivos, existe também o risco de choques entre competidores.
A maior parte das cirurgias no joelho são feitas por artroscopia, realizada por meio de três ou quatro pequenas incisões. Esse procedimento dispensa a necessidade de incisões maiores e torna a recuperação mais simples e rápida.
Nos últimos 18 meses, do total de 2.726 cirurgias ortopédicas realizadas no Hospital Santa Paula, cerca de 20% foram de procedimentos no joelho. As mais comuns são reconstruções, retencionamentos ou reforços do ligamento cruzado anterior ou posterior (ligamentos que unem o fêmur à tíbia, dois maiores ossos da perna) e as meniscectomias, para corrigir problemas no menisco (estrutura fibrocartilaginosa localizada dentro do joelho que tem a função de amortecer os impactos).
Anauate aponta que os quadros mais graves são aqueles em que acontece uma lesão do ligamento. Nesses casos a cirurgia é mais delicada e mais demorada, e a recuperação pode ser mais longa.
Para tentar reduzir os riscos de problemas que podem afetar os joelhos, o ortopedista explica que é importante fortalecer a musculatura tanto do joelho quanto das coxas. Dessa forma o joelho sofre menos impactos nas situações do cotidiano e, quando eles acontecem, as lesões tendem a ser menos graves.

Foto: Freepik

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