Erosão dentária: causas e sintomas

Postado em 7 de março de 2018

Erosão dentária

Você sente dor ao comer alimentos muito cítricos? Percebeu que seus dentes estão mais amarelados que o normal? Esses podem ser alguns sintomas da erosão dentária.
O que você tanto temia, aconteceu. Seu sorriso está ficando amarelado e não dá mais para esconder. Mas como, se a higiene bucal é algo frequente na sua rotina? A questão pode estar ligada a outros fatores, como a alimentação ou a erosão dentária. Caracterizada pela perda do esmalte, camada branca e externa do dente, que deixa a dentina, parte amarelada e interna, exposta.

Como saber se você está com erosão dentária?
O primeiro sinal é o próprio desgaste do esmalte que o paciente pode identificar através da estética do dente e, muitas vezes, pelo desconforto da sensibilidade. A erosão geralmente é associada a diversas desordens alimentares, como a bulimia, anorexia e alterações sistêmicas, como refluxo gástrico e a doença renal crônica. Essas são as causas intrínsecas do problema. Fatores como a radioterapia e a síndrome de Sjögren (distúrbio que causa ressecamento nos olhos e na boca) também estão ligados à erosão. O consumo excessivo de bebidas e alimentos acídicos, que são os motivos extrínsecos, também refletem nessa patologia.

É um problema irreversível
A erosão é um problema complexo e seus danos são irreversíveis. Quando ocorre o desgaste do esmalte, chamado de tecido duro, não é possível recuperar essa camada. Ela também é uma complicação que não tem fases, como a gengivite, mas possui padrões de localização que ajudam a identificar o motivo da doença. No caso de bulimia, por exemplo, apresenta-se um grande desgaste na região palatina, parte de trás dos dentes superiores.

Qual é o melhor momento para procurar ajuda?
Não espere sentir os primeiros sintomas para procurar ajuda. É importante que o paciente visite seu dentista regularmente para evitar ou tratar dessa doença o quanto antes. A terapia é feita por uma equipe multidisciplinar: o dentista com o apoio de profissionais da área médica Algumas medidas importantes para cuidar da erosão: diminuir a ingestão de alimentos ácidos, reduzir a força durante a escovação, aplicar flúor para remineralização, seja de uso profissional ou diário pelo paciente, porém, seu efeito não dura muitos dias, o que estimula os cientistas a se debruçarem sobre alternativas para selar o esmalte dental. A substância que tem gerado ótimas expectativas é o tetrafluoreto de titânio. Ele está se saindo bem nos testes e deve chegar em breve aos consultórios.
Quando a erosão for profunda com dentina exposta, é necessário recorrer à restauração. Mesmo nesse estágio, continuam primordiais as mudanças no estilo de vida para estancar o avanço do problema. É provável que, daqui em diante, você ouça falar cada vez mais sobre a erosão dental. Impedir que ela cresça em sua boca depende muito de suas próprias atitudes.

Por: Doutor Claudio Camargo
CRO-SP-51053
COE
Contato: 4654-3876
www.coeodontologiaestetica.com.br

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