Desembalar menos e descascar mais deve se tornar hábito

Postado em 31 de outubro de 2019

Antigamente as maiores causas de doenças ocorriam por vírus, bactérias, falta de saneamento básico e congêneres. Já nos dias atuais, enfrentamos enfermidades causadas pelo nosso estilo de vida. Queremos tudo pronto, de fácil alcance e a indústria proporciona isso com alimentos com alto teor de açúcar, gordura e sódio. Os avanços tecnológicos também nos tornaram indivíduos mais sedentários.
As projeções para 2025 realizadas pela Organização Mundial de Saúde apontam que 2,3 bilhões de pessoas estejam classificadas em sobrepeso, e 700 milhões em obesidade (IMC acima de 30). E caso nada seja feito para mudar esse quadro, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica afirma que as crianças também sofrerão cada vez mais com as comorbidades do excesso de gordura corporal, tais como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, colesterol alto, entre outras.
Diante dessa situação, a população e profissionais da área de saúde têm se preocupado em buscar alternativas para mudar esse contexto. O profissional nutricionista, dessa forma, tem o papel de mostrar uma alimentação mais saudável e prazerosa, por meio de orientações individuais e personalizadas, ajudando a solucionar dificuldades encontradas na mudança de hábitos.
Uma alimentação mais saudável é baseada no consumo de todos os grupos alimentares, como carboidratos complexos (fibras alimentares), proteínas de origem animal e vegetal, gordura mono e poli-insaturadas (presentes em castanhas, abacate e peixes como atum, sardinha e salmão), e vitaminas e minerais encontrados em frutas, legumes e verduras em geral.
A hidratação também participa de toda regulação do nosso metabolismo, e por isso devemos fazer uma boa ingestão de líquidos como água, sucos e chás naturais. Refeições mais variadas trazem maior chance de suprir as necessidades nutricionais diárias, além de trazer o sonho tão desejado do emagrecimento.
No entanto, a busca incessante por redução de peso na balança pode representar um risco à saúde, porque no meio deste percurso surgem estratégias não saudáveis, como restrições alimentares, introdução de remédios que inibem o processo de fome, longos períodos sem ingestão alimentar ou dietas com deficiência de nutrientes, sem que se tenha um acompanhamento de um profissional da área.
Quando se leva a alimentação saudável como estilo de vida, a transição de hábitos alimentares se torna mais fácil, e você evita problemas de estresse, depressão e ansiedade, pelo fato de alguns nutrientes serem essenciais para o funcionamento de nossos sistemas, principalmente o sistema nervoso e sistema endócrino.
É muito importante buscarmos uma composição corporal saudável, levando em conta os níveis preconizados pelos órgãos de saúde referentes ao percentual de massa muscular e de gordura corporal, por exemplo, uma vez que devemos ter em mente que perder peso não significa o mesmo que emagrecer. Esses parâmetros variam conforme gênero e idade, e são muito importantes para a perda de peso de forma saudável. Por essa razão se faz tão necessária uma boa avaliação física e acompanhamento pelo nutricionista ou nutrólogo.
Diferente do que muitos pensam, o que precisamos é transformar a forma como cozinhamos e nos relacionamos com o alimento, para assim evitarmos a ocorrência de patologias, estresse, má qualidade do sono e outros prejuízos à saúde que decorrem, dentre outras causas, de uma má alimentação.

Jaqueline Nogueira de Almeida
CRN: 50.869
Roberta Fernandes de Oliveira
CRN 39.652
Clínica Magrass Arujá
Contato: (11) 3370-1756 / 95050-1877
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