Depressão na visão da Medicina Oriental

Postado em 11 de março de 2019

De acordo com a Classificação Internacional de Doenças (CID 10), num episódio depressivo típico, o paciente apresenta um rebaixamento do humor, redução da energia, diminuição da atividade, da capacidade de experimentar o prazer, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, associadas em geral à fadiga importante, mesmo após um esforço mínimo, problemas do sono e diminuição do apetite. Existe quase sempre uma diminuição da autoestima e da autoconfiança e, frequentemente, ideias de culpabilidade e ou de indignidade, mesmo nas formas leves.
O humor depressivo varia de um dia para outro ou segundo as circunstâncias. O número e a gravidade dos sintomas permitem determinar três graus de um episódio depressivo: leve, moderado e grave.
A depressão no contexto oriental não é vista como uma categoria de doença para a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), mas sim um desequilíbrio energético, que pode enquadrar-se em um ou mais padrões de desequilíbrio/desarmonia nos Zang Fu (órgãos e vísceras), dependendo dos sintomas apresentados pelo indivíduo.
Os antigos chineses não tinham conhecimento tecnológico e muito menos estudos bioquímicos e microscópicos, e deram grande importância às emoções como os fatores mais importantes na causa das patologias.
A atividade psíquica não se encontra separada da atividade orgânica. O corpo humano dentro desse contexto é considerado uma entidade orgânica, em que os diferentes órgãos, tecidos e outras partes têm funções distintas, mas são todos interdependentes. É nessa visão que a saúde e a doença se relacionam para equilibrar suas funções.
O diagnóstico da MTC, embora aparentemente simples, é muito complexo e eficaz no seu contexto teórico prático, e consegue chegar às causas energéticas funcionais que estão causando o desequilíbrio. Importante destacar que a acupuntura e a fitoterapia, que são minhas áreas de trabalho, e outras práticas integrativas, como a hipnose, meditação, homeopatia, Reike, dentre outras, foram adotadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e são consideradas muito eficazes no tratamento de muitas doenças.
A doença é a fala do corpo para dizer que algo não está bem. As formas como escolhemos tratar são diversas, o remédio por vezes é importante, porém tratar uma doença vai além disso. No nosso corpo existe uma energia que impulsiona tudo que fazemos e construímos, ela é influenciada por nossos sentimentos que liberam substâncias no nosso corpo, que em excesso podem ser muito tóxicas à nossa saúde (como exemplo adrenalina, cortisol etc.).
O autoconhecimento é o caminho mais esclarecedor que podemos ter. A fé é importante, desde que não nos cegue de ver nosso potencial e que somos responsáveis por nossa melhora. A depressão pode ser um convite para encontrarmos bases que nos fortalecem a passar de uma maneira mais serena, sábia e esclarecedora por qualquer situação que a vida nos conduza. Se neste momento a doença está mais forte que você, mude a forma de olhar, porque atrás dela existe algo maior para sua vida.
Este pode ser o momento de uma grande transformação, pois estamos aqui para cumprir uma missão. Eu te convido a despertar. A saúde está na sua escolha de ser feliz!

Por: Ana Paula Araújo
Crefito: 24998-F
Fisioterapeuta e acupunturista
Contato: 94781-9852
anapaula.fisio.acupuntura@gmail.com

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