Calvície: vamos falar sobre ela

Postado em 2 de fevereiro de 2021

Alopecia androgenética ou calvície é a causa mais comum de perda capilar. É uma doença lenta e progressiva, causada por predisposição genética e pela influência dos hormônios masculinos testosterona e didrotestosterona (DHT), responsáveis por um processo de miniaturização ou afinamento dos fios.
Apesar de muito frequente, ainda há muitas incertezas sobre suas causas, o que reflete nos resultados variados dos tratamentos clínicos, fazendo com que a prevenção seja o melhor caminho a ser tomado. Nos casos mais definidos de perda capilar, a cirurgia de transplante capilar é a melhor opção.
Para identificar o problema precocemente, já existem exames e novas técnicas que são utilizadas no consultório, como a dermatoscopia do fio e couro cabeludo. A partir dessa análise é possível indicar o tratamento ideal, caso a caso. Os produtos de uso externo que ajudam a controlar a perda de fios são prescritos normalmente como coadjuvantes.
Entre os tratamentos mais indicados estão as loções capilares a base da substância Minoxidil, que se mostrou muito eficaz na diminuição da queda dos cabelos, porém é menos eficaz em promover um novo crescimento dos fios. A Finasterida é uma medicação oral aprovada pelo FDA desde 1990 para tratamento capilar. Estudos científicos demonstraram um aumento significativo do número de cabelos e a parada da sua queda em uma porcentagem ainda maior em pacientes que fazem uso dessa substância, devendo ser utilizada em associação com o Minoxidil. Xampus que combatam a oleosidade também devem ser utilizados, uma vez que a seborreia gera inflamação e faz com que os cabelos caiam um pouco mais rapidamente.
Alguns tratamentos são feitos em consultório e auxiliam muito no crescimento dos fios. Entre eles está a intradermoterapia, que consiste em aplicações de vitaminas e fatores de crescimento direto no couro cabeludo. Microagulhamento do couro cabeludo e fotobioestimulação por meio do uso de LEDs e laser fracionados também são excelentes opções terapêuticas a serem realizadas em associação ao tratamento domiciliar.
É importante reforçar que a grande maioria dos tratamentos apresenta resposta, mas ocorre de forma variada e individual, conforme a gravidade e o grau de calvície.
É preciso consultar um médico dermatologista ao perceber uma alteração na quantidade de cabelo que cai. Se essa queda persistir por mais de dois meses consulte um dermatologista, que irá avaliar as possíveis causas e indicar o melhor tratamento para o seu problema.

Por: Dra. Gabriela Capareli
CRM: 131.079 / RQE: 50304
Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia
formada pela Universidade Federal Fluminense
Especialista em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Foto: Freepik

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