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Dra. Gabriela Capareli

Dra. Gabriela Capareli CRM: 131.079 / RQE: 50304 Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia formada pela Universidade Federal Fluminense Especialista em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo

Dermatologia e suplementação hormonal

Postado em 1 de março de 2019

É cada vez mais comum a procura por suplementação hormonal para fins estéticos, com o objetivo de se obter uma pele mais firme, um corpo com reduzido índice de gordura, aumentando proporcionalmente a massa e força muscular. A justificativa é a busca por melhora da performance na prática esportiva ou na aparência física.
Entretanto, os riscos associados ao uso dessas substâncias não devem ser negligenciados, pois muitos são irreversíveis.
Na grande maioria das vezes as suplementações hormonais são constituídas de testosterona ou seus derivados, classificados como hormônios androgênicos, ou seja, hormônios masculinos. Eles também são encontrados em mulheres, mas em concentrações bem menores.
Já que os níveis de testosterona são normalmente baixos no corpo feminino, os níveis altos provocados pela suplementação provocam facilmente efeitos indesejáveis, que aparecem de forma distinta em cada mulher.
Os efeitos colaterais dermatológicos mais comuns são aumento da oleosidade da pele e surgimento de acne, queda de cabelo, desenvolvimento ou acentuação da calvície, ou ainda aparecimento de pelos em locais indesejáveis.
A ação da testosterona na glândula sebácea é importante no desencadeamento da acne. Apesar da secreção estar sob controle genético, sabe-se que a acne representa uma resposta exagerada destas glândulas aos hormônios circulantes. Em geral a severidade da acne é correlacionada com excreção do sebo e os andrógenos são os principais estimulantes do mesmo.
Já a alopecia androgenética, também conhecida como calvície, ocorre por ação do DHT (derivado da testosterona) nos folículos pilosos. Em pessoas com predisposição genética, esse hormônio leva ao afinamento e encurtamento dos fios de cabelo, processo conhecido como miniaturização.
O uso de compostos com efeito androgênico pode acelerar e agravar esse processo de perda de cabelos que, se não tratado de forma precoce, pode levar a uma perda capilar irreversível.
Existem tratamentos dermatológicos específicos para cada uma dessas condições, que podem ser controladas de forma rápida e muita satisfatória na grande maioria dos casos. Vão desde o uso de produtos tópicos, como sabonetes específicos, loções e ácidos, até terapia oral para controle da oleosidade e acne. Já o tratamento da perda capilar baseia-se no uso de xampus antiquedas, loções, complexos vitamínicos e outros medicamentos orais específicos, bem como terapias realizadas em consultório a base de laser, LED, microagulhamento e infusão no couro cabeludo de fatores de crescimento capilar associados a vitaminas.
A comunidade médica tem se preocupado com o uso indiscriminado de hormônios com finalidade estética que podem trazer efeitos colaterais muito maiores do que os benefícios. Portanto, seu uso deve ser muito ponderado e sempre avaliado por um médico.

Por: Dra. Gabriela Capareli
CRM: 131.079 / RQE: 50304
Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Formada pela Universidade Federal Fluminense
Especialista em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
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Câncer de pele

Postado em 17 de dezembro de 2018

Dezembro é o mês de conscientização da prevenção do câncer de pele. É o tipo de câncer mais prevalente na população mundial, respondendo por 33% de todos os diagnósticos de tumores malignos no Brasil, sendo que o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos.
De uma forma geral, o câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele e olhos claros e sensíveis à ação dos raios solares são as principais vítimas e a exposição excessiva ao sol é a principal causa. O risco também aumenta quando há casos registrados de câncer de pele em familiares de primeiro grau.
Podem se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo, pescoço etc.
O tipo mais comum, o câncer da pele não melanoma, tem letalidade baixa, porém com grande incidência. Os mais comuns são os carcinomas basocelulares e os espinocelulares, que apresentam altos percentuais de cura, se forem detectados precocemente.
Mais raro e letal que os carcinomas, o melanoma é o tipo mais agressivo de câncer da pele devido à sua alta possibilidade de metástase. Mas, embora o seu diagnóstico normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90% quando há detecção precoce da doença. Em geral, tem a aparência de uma pinta ou de um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Porém, a “pinta” ou o “sinal”, em geral, mudam de cor, de formato ou de tamanho, e podem causar sangramento.

Uma regra adotada internacionalmente é a do “ABCDE”, que aponta sinais sugestivos de tumor de pele do tipo melanoma:
Assimetria: uma metade do sinal é diferente da outra;
Bordas irregulares: contorno mal definido;
Cor variável: presença de várias cores em uma mesma lesão (preta, castanha, branca, avermelhada ou azul);
Diâmetro: maior que 6 milímetros;
Evolução: mudanças observadas em suas características (tamanho, forma ou cor).
Por isso é importante observar a própria pele constantemente e procurar imediatamente um dermatologista caso detecte qualquer lesão suspeita. E vale lembrar que uma lesão considerada “normal” para um leigo pode ser suspeita para um médico. Previna-se, visite seu dermatologista regularmente.

Por: Dra. Gabriela Capareli
CRM: 131.079 / RQE: 50304
Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Formada pela Universidade Federal Fluminense
Especialista em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
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Com qual idade devo levar meu filho ao dermatologista?

Postado em 19 de outubro de 2018

Muitos pais se questionam a partir de que idade a criança deve passar por uma consulta dermatológica. Não há uma idade estabelecida, mas a orientação é de que ela ocorra no primeiro ano de vida para que se possa avaliar sinais e pintas e orientar sobre cuidados gerais. Uma dúvida frequente é sobre qual a idade segura para iniciar o uso de filtro solar. Eles são recomendados a partir de 6 meses, e devem ser de preferência protetores físicos, formulados para pele infantil.
Algumas doenças de pele são muito comuns logo nos primeiros meses, algumas relacionadas diretamente aos hormônios da mãe que passam durante a amamentação. A dermatite seborreica do recém-nascido é uma delas. Caracteriza-se pelo aparecimento de crostas e vermelhidão, principalmente no couro cabeludo e face. A acne neonatal também é uma condição relativamente frequente, condicionada aos hormônios maternos na maioria das vezes, e que deve ser tratada, evitando possível aparecimento de cicatrizes. O aparecimento de “bolinhas” avermelhadas no rosto, conhecidas popularmente por “brotoejas”, nada mais são do que miliária. Muito comum logo nos primeiros dias de vida e, geralmente, se resolvem espontaneamente apenas com medidas gerais como manter a criança em ambientes frescos e evitando roupas muito quentes.
As doenças de pele infecciosas, causadas por fungos, vírus e bactérias, também são comuns. Isso se deve à fragilidade da pele e ao sistema imunológico ainda imaturo.
Entre elas destacamos o molusco contagioso, doença causada por vírus, muito contagiosa, que se caracteriza pelo aparecimento de bolinhas que coçam e geralmente são transmitidas com contato direto com uma criança com lesões ou após fazer uso de piscina. Verrugas, também causadas por vírus, são muito prevalentes, podendo aparecer em qualquer área do corpo, mas acomete principalmente nos joelhos, mãos e cotovelos.
As micoses, causadas por fungos, podem acometer tanto a pele, levando ao aparecimento de lesões avermelhadas que descamam e coçam, quanto unhas e cabelos.
Outra condição frequente, mas não infecciosa, é a dermatite atópica, muito comum na população geral, geralmente associada a alergias respiratórias, que caracteriza-se pelo aparecimento de lesões avermelhadas e pruriginosas, principalmente em dobras, acometendo geralmente crianças a partir de dois anos de idade, tendendo a melhorar com o crescimento, mas em alguns casos podem perdurar até a fase adulta. É uma condição que causa desconforto muito grande para a criança e seus familiares. Requer disciplina diária com hidratação corporal e cuidados com o banho.
Várias são as condições que podem acometer a pele tão frágil e sensível da criança, por isso sempre procure a avaliação de um especialista.

 

Por: Dra. Gabriela Capareli
CRM: 131.079 / RQE: 50304
Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia Formada pela Universidade Federal Fluminense
Especialista em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
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A saúde do cabelo e do couro cabeludo

Postado em 27 de agosto de 2018

Quem nunca ouviu dizer que o cabelo é a moldura do rosto, nosso cartão de visitas? E quem não almeja ter fios saudáveis, volumosos e com vitalidade? O valor dos cabelos é indiscutível, refletem diretamente na autoestima, no humor e na autoconfiança. Revelam a personalidade, criam identidade, refletem a sensualidade e denunciam o nível de vaidade do indivíduo.
Por isso, cada vez mais o interesse no seu cuidado aumenta e junto cresce o número de pacientes com queixa de queda excessiva de cabelo ou fios cada vez mais finos e com volume reduzido.
Há uma variedade enorme de doenças que podem causar essas queixas, mas as duas condições mais frequentes são alopécia androgenética e eflúvio telógeno.
A primeira, também conhecida como calvície, é modulada por fatores genéticos, ocorrendo tanto em homens quanto em mulheres e caracteriza-se pelo afinamento progressivo dos fios, até que eles deixam de crescer, desaparecendo por completo. No homem manifesta-se como aparecimento das entradas e na mulher como uma perda difusa do volume a ponto de enxergar o couro cabeludo.
Já o eflúvio telógeno caracteriza-se por uma perda de cabelo transitória acima do normal, fazendo com que o paciente deixe rastros de cabelo pelo chão, nas roupas e travesseiros, causando verdadeiro desespero durante os banhos e as escovações. Inúmeras condições podem desencadear o eflúvio, como dietas restritivas sem assistência após cirurgia para redução do estômago, anemia, doenças da tireoide, após a gravidez, desequilíbrios emocionais, entre outros.
O que muita gente não sabe é que uma boa conversa com o dermatologista e um exame simples chamado dermatoscopia do couro cabeludo podem ajudar a diferenciar essas duas condições, as quais têm tratamentos individualizados e com excelentes resultados, sobretudo quando o diagnóstico é feito precocemente.
Dentro do arsenal terapêutico podemos utilizar soluções tópicas, shampoos anti-queda, injeções com ativos à base de vitaminas e fatores de crescimento, alguns medicamentos orais, microagulhamento, fotobiomodulação com luz de Led, entre outros.
Não deixe de cuidar da saúde do seu cabelo e couro cabeludo, procure um dermatologista.

 

Por: Dra. Gabriela Capareli
CRM: 131.079 / RQE: 50304
Dermatologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de
Dermatologia Formada pela Universidade Federal Fluminense Especialista em Clínica Médica e Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
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