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Dr. Claudio Camargo

Cirurgião Dentista - Especialista em Dentística Restauradora e Estética drclaudiocamargo@ig.com.br Fones: (11) 4654-3876 / 4654-3877 / 9-8114-8213

Gengiva sangrando

Um problema comum que pode mascarar problemas graves de saúde

Postado em 23 de outubro de 2018

O sangramento eventual da gengiva é uma situação comum que quase ninguém consegue escapar. Quando estamos escovando os dentes ou passando o fio dental, por exemplo, podem ser percebidos pequenos sinais de sangue nestes dispositivos de limpeza. E as causas para o problema quase sempre são as deficiências na remoção da placa bacteriana ou o trauma sobre as gengivas por excesso de força ao escovar ou passar o fio dental. Mas nem sempre a situação é tão inocente – principalmente quando a gengiva sangra de forma espontânea, várias vezes ao dia.
Uma coisa que muita gente não se dá conta, entretanto, é que a gengiva que sangra sozinha pode não ser causada apenas de falhas eventuais na higiene oral. O simples fato para a existência de hemorragia gengival constante já demonstra a existência de um processo inflamatório crônico que está atuando de forma mais agressiva.
E como se não bastassem os riscos para retrações gengivais irreversíveis e perdas de dentes, o sangramento gengival espontâneo pode ser sinal para periodontites mais severas; doenças como leucemia ou infecção pelo HIV podem ser a verdadeira causa para o problema. E para isso é preciso atenção redobrada.
O sangramento gengival pode ocorrer de duas formas: provocada ou espontânea. No primeiro caso, a hemorragia é percebida imediatamente ou após alguns segundos do contato das bordas das gengivas com escovas dentárias ou fio dental, ou até mesmo com o trauma por alimentos mais duros. E é exatamente por isso que o dentista insere, durante os exames para verificar a saúde periodontal, uma pequena sonda entre o dente e a gengiva. A simples presença de sangramento provocado já é sinal de que alguma coisa pode estar errada.
A outra forma para a hemorragia em gengivas é o sangramento gengival espontâneo, que aparece sozinho, várias vezes ao dia, e traz diversos contratempos. Embora não seja uma regra válida para todas as situações, a existência de gengiva sangrando de forma espontânea preocupa por estar associada a casos mais graves de processos inflamatórios em gengivas, tanto para as causadas pela higienização deficiente quanto pelas originadas por doenças que, muitas vezes, acontecem independente do acúmulo de placa bacteriana.

Outras causas para o aparecimento de gengivas sangrando espontaneamente
As causas para gengivas sangrando de forma espontânea e que trazem preocupações que podem ir além da perda de dentes ou recessões gengivais são diversas. Inúmeras doenças sistêmicas apresentam manifestações bucais, assim como acontece para síndromes ou distúrbios. E, na maioria das vezes, a hemorragia das gengivas e mucosas é um dos sinais característicos, junto com tecidos que podem apresentar-se avermelhados, inchados e hiperplasiados (crescidos) na maioria das vezes. Veja uma relação de outras causas para o problema: HIV; leucemia; má nutrição e desnutrição; medicamentos; doença periodontal necrosante; periodontite de progressão rápida; reações alérgicas ao metal de próteses ou restaurações; lesões traumáticas; gravidez e diabetes.

Tratamentos
O tratamento para gengiva sangrando, associado ou não à presença de placa bacteriana junto aos dentes (higiene oral deficiente) é quase sempre o mesmo. Remoção profissional de placa e tártaro, reeducação das técnicas e hábitos de higienização, controle químico e eventual administração de antibióticos são procedimentos comuns. A diferença pode ser a frequência das consultas odontológicas para monitorar a eficiência da escovação e controle dos níveis de placa bacteriana.

 

Por: Doutor Claudio Camargo
CRO-SP-51053
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Contato: 4654-3876
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Saúde bucal x narguilé

Fumar narguilé também faz mal para a boca, sabia?

Postado em 4 de maio de 2018

Saúde-bucal-x-narguilé

O narguilé ou cachimbo d’água é um acessório que se popularizou, porém, o que poucos sabem é que ele faz tão mal quanto cigarro. Tradicionalmente usado em países do Oriente Médio, do norte da África e no sul da Ásia, recentemente ele se popularizou na Europa e nas Américas, principalmente entre os jovens, que, em sua maioria, acreditam que usar o narguilé é menos prejudicial do que fumar cigarro. Mas, uma coisa é certa: não há uso seguro quando o assunto é tabaco.
Sendo assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já se posicionou, considerando o uso do narguilé um problema de saúde pública, principalmente pela alta exposição ao monóxido de carbono (CO) nas sessões. Além de causar problemas para o sistema respiratório e cardiovascular, o uso do narguilé também está associado a doenças bucais, especialmente na gengiva. Uma gengiva saudável costuma apresentar-se firme, cor de rosa, não sangra facilmente e cobre toda a raiz dos dentes – que estão bem presos no osso de suporte pelas fibras de ligamento. Como qualquer outro produto derivado do tabaco, o narguilé contém nicotina e as mesmas 4,7 mil substâncias tóxicas do cigarro convencional. Um estudo financiado pelo Instituto Nacional de Saúde, estima que uma única sessão de narguilé produz 1,7 vezes mais nicotina, 6,5 vezes mais monóxido de carbono e 46,4 vezes o alcatrão de um cigarro. Uma única sessão de 1 hora pode fornecer 50 litros de fumaça, enquanto um único cigarro fornece apenas 0,5 litros de fumaça.Sendo assim, os usuários têm risco aumentado para lesões na boca e na gengiva. Seu uso prolongado também predispõe o paciente ao câncer de boca e à perda dos dentes. Por isso, o uso do narguilé deve ser totalmente desestimulado entre jovens e adultos.
Na verdade, os fumantes de narguilé estão em maior risco do que os fumantes de cigarros. A fumaça de cigarro é bem mais quente e forte. Já no narguilé isso não ocorre, então o fumante puxa muito mais fumaça para dentro dos pulmões.
Outro perigo é a piteira. De boca em boca, ela aumenta as chances de transmissão de doenças graves, como a hepatite C, herpes e tuberculose. No Brasil, uma pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008 já apontava mais de 300 mil usuários de narguilé. Surgem pelo menos 10 mil novos casos de câncer de boca no Brasil todos os anos. Além do fumo, seja ele cigarro, cachimbo ou narguilé, outros fatores de risco são importantes para predispor ao câncer oral: histórico familiar, idade superior a 50 anos e consumo excessivo de álcool. Por isso, quem se enquadra nesse perfil deve dobrar os cuidados com a saúde bucal, estando atento ao aparecimento de feridas que não cicatrizam dentro de uma semana, manchas brancas, vermelhas ou pretas, além de dificuldade de deglutição e sangramento. Quando o diagnóstico é feito precocemente, a cura pode ser total. Mas, infelizmente, a maioria das pessoas só recorre ao cirurgião-dentista quando a lesão já está em um estágio avançado, o que compromete o diagnóstico e o tratamento.

Por: Doutor Claudio Camargo
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Erosão dentária: causas e sintomas

Postado em 7 de março de 2018

Erosão dentária

Você sente dor ao comer alimentos muito cítricos? Percebeu que seus dentes estão mais amarelados que o normal? Esses podem ser alguns sintomas da erosão dentária.
O que você tanto temia, aconteceu. Seu sorriso está ficando amarelado e não dá mais para esconder. Mas como, se a higiene bucal é algo frequente na sua rotina? A questão pode estar ligada a outros fatores, como a alimentação ou a erosão dentária. Caracterizada pela perda do esmalte, camada branca e externa do dente, que deixa a dentina, parte amarelada e interna, exposta.

Como saber se você está com erosão dentária?
O primeiro sinal é o próprio desgaste do esmalte que o paciente pode identificar através da estética do dente e, muitas vezes, pelo desconforto da sensibilidade. A erosão geralmente é associada a diversas desordens alimentares, como a bulimia, anorexia e alterações sistêmicas, como refluxo gástrico e a doença renal crônica. Essas são as causas intrínsecas do problema. Fatores como a radioterapia e a síndrome de Sjögren (distúrbio que causa ressecamento nos olhos e na boca) também estão ligados à erosão. O consumo excessivo de bebidas e alimentos acídicos, que são os motivos extrínsecos, também refletem nessa patologia.

É um problema irreversível
A erosão é um problema complexo e seus danos são irreversíveis. Quando ocorre o desgaste do esmalte, chamado de tecido duro, não é possível recuperar essa camada. Ela também é uma complicação que não tem fases, como a gengivite, mas possui padrões de localização que ajudam a identificar o motivo da doença. No caso de bulimia, por exemplo, apresenta-se um grande desgaste na região palatina, parte de trás dos dentes superiores.

Qual é o melhor momento para procurar ajuda?
Não espere sentir os primeiros sintomas para procurar ajuda. É importante que o paciente visite seu dentista regularmente para evitar ou tratar dessa doença o quanto antes. A terapia é feita por uma equipe multidisciplinar: o dentista com o apoio de profissionais da área médica Algumas medidas importantes para cuidar da erosão: diminuir a ingestão de alimentos ácidos, reduzir a força durante a escovação, aplicar flúor para remineralização, seja de uso profissional ou diário pelo paciente, porém, seu efeito não dura muitos dias, o que estimula os cientistas a se debruçarem sobre alternativas para selar o esmalte dental. A substância que tem gerado ótimas expectativas é o tetrafluoreto de titânio. Ele está se saindo bem nos testes e deve chegar em breve aos consultórios.
Quando a erosão for profunda com dentina exposta, é necessário recorrer à restauração. Mesmo nesse estágio, continuam primordiais as mudanças no estilo de vida para estancar o avanço do problema. É provável que, daqui em diante, você ouça falar cada vez mais sobre a erosão dental. Impedir que ela cresça em sua boca depende muito de suas próprias atitudes.

Por: Doutor Claudio Camargo
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Menopausa x saúde bucal

Postado em 17 de dezembro de 2017

Menopausa x saúde bucal

As mulheres podem sofrer muitas alterações corporais durante a menopausa, e algumas dessas mudanças acontecem na boca, onde as variações hormonais podem levar a sintomas orais desfavoráveis.
A menopausa, que sinaliza o fim da fertilidade feminina, é uma parte normal do processo de envelhecimento. As mulheres que passam pela menopausa devem discutir quaisquer alterações bucais com seus dentistas, uma vez que as variações hormonais da menopausa podem ser responsáveis por alguns desses sintomas, ao passo que outros fatores podem contribuir ou causá-los.
Algumas alterações e possíveis problemas bucais que podem estar associados à menopausa:
Síndrome da boca ardente: essa alteração hormonal causa dor intensa e pode afetar a língua, lábios, palato, gengivas e áreas de suporte da dentadura.
Xerostomia: ocasionada pela diminuição da saliva, pode propiciar o aparecimento de cáries e mau hálito.
Alterações na mucosa: a gengiva pode sangrar com facilidade e parecer pálida, seca e brilhante.
Periodontite: pode causar a perda de dentes. As mulheres podem se tornar mais suscetíveis a esta forma destrutiva das gengivas.
Osteoporose: a perda óssea de tecidos de suporte do dente pode estar relacionada à osteoporose.
Distúrbios de alimentação: angústia psicológica relacionada à menopausa pode levar a hábitos alimentares inadequados em algumas mulheres, incluindo o vômito intencional. Esses hábitos podem causar trauma à boca, incluindo erosão do esmalte do dente.
No consultório odontológico
A equipe odontológica possui papel fundamental durante este período, muitas vezes conturbado, para garantir a perfeita saúde bucal da mulher. “A complexidade das manifestações causadas pela menopausa à saúde da mulher exige atendimento multiprofissional e, com certeza, o cirurgião-dentista deve ser requisitado”, defende Dr. Claudio Camargo, que afirma que a conscientização da população com relação a essa realidade feminina deve começar nas fases mais precoces de suas vidas, no intuito de minimizar todos os sintomas. “Toda e qualquer conduta odontológica deve ter enfoque preventivo, embasado nos cuidados essenciais de higiene e na manutenção da saúde bucal. Proceder com orientações sobre o uso de fio dental, escovas macias, enxaguatórios específicos ao problema relatado e observado, assim como visitas regulares ao dentista para limpeza e procedimentos no geral”.
É de extrema importância a regularização do fluxo salivar, tendo em vista que a saliva desempenha um papel importante na limpeza das papilas gustativas da língua, responsáveis pelo reconhecimento do sabor dos diferentes alimentos. O resultado é que a percepção de sabores fica prejudicada e, desta forma, faz com que o mau hálito fique mais perceptível nestes pacientes. “Devemos realizar o tratamento da xerostomia, assim como aliviar os sintomas de ardência bucal, procedendo com o uso de saliva artificial, enxaguantes que promovem a reposição de enzimas perdidas na saliva, lubrificante lingual, cremes dentais apropriados e o uso da laserterapia com infravermelho”.

Por: Doutor Claudio Camargo
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Menopausa x saúde bucal

Postado em 17 de novembro de 2017

Menopausa x saúde bucal

As mulheres podem sofrer muitas alterações corporais durante a menopausa. Algumas dessas mudanças acontecem na boca, onde as variações hormonais podem levar a sintomas orais desfavoráveis.
A menopausa, que sinaliza o fim da fertilidade feminina, é uma parte normal do processo de envelhecimento. As mulheres que passam por ela devem discutir quaisquer alterações bucais com seus dentistas, uma vez que as variações hormonais da menopausa podem ser responsáveis por alguns desses sintomas, ao passo que outros fatores podem contribuir ou causá-los.
Algumas alterações e possíveis problemas bucais que podem estar associados à menopausa:
Síndrome da boca ardente: essa alteração hormonal causa dor intensa e pode afetar a língua, lábios, palato, gengivas e áreas de suporte da dentadura.
Xerostomia: ocasionada pela diminuição da saliva, pode propiciar o aparecimento de cáries e mau hálito.
Alterações na mucosa: a gengiva pode sangrar com facilidade e parecer pálida, seca e brilhante.
Periodontite: pode causar a perda de dentes. As mulheres podem se tornar mais susceptíveis a esta forma destrutiva das gengivas.
Osteoporose: a perda óssea de tecidos de suporte do dente pode estar relacionada à osteoporose.
Distúrbios de alimentação: angústia psicológica relacionada à menopausa pode levar a hábitos alimentares inadequados em algumas mulheres, incluindo o vômito intencional. Esses hábitos podem causar trauma à boca, incluindo erosão do esmalte do dente.

No consultório odontológico
A equipe odontológica possui papel fundamental durante este período, muitas vezes, conturbado, para garantir a perfeita saúde bucal da mulher. “A complexidade das manifestações causadas pela menopausa à saúde da mulher exige atendimento multiprofissional e, com certeza, o cirurgião-dentista deve ser requisitado”, defende o doutor Claudio, que afirma que a conscientização da população com relação a essa realidade feminina deve começar nas fases mais precoces de suas vidas, no intuito de minimizar todos os sintomas. “Toda e qualquer conduta odontológica deve ter enfoque preventivo, embasado nos cuidados essenciais de higiene e na manutenção da saúde bucal. Proceder com orientações sobre o uso de fio dental, escovas macias, enxaguatórios específicos ao problema relatado e observado, assim como visitas regulares ao dentista para limpeza e procedimentos no geral”, acrescenta.
É de extrema importância a regularização do fluxo salivar, tendo em vista que a saliva desempenha um papel importante na limpeza das papilas gustativas da língua, responsáveis pelo reconhecimento do sabor dos diferentes alimentos. O resultado é que a percepção de sabores fica prejudicada e, desta forma, faz com que o mau hálito fique mais perceptivo nestes pacientes. “Devemos realizar o tratamento da xerostomia, assim como aliviar os sintomas de ardência bucal, procedendo com o uso de saliva artificial, enxaguantes que promovem a reposição de enzimas perdidas na saliva, lubrificante lingual, cremes dentais apropriados e o uso da laserterapia com infravermelho”, conclui o cirurgião dentista.

Dr. Claudio Camargo
Cirurgião Dentista – Especialista em Dentística Restauradora e Estética
drclaudiocamargo@ig.com.br
Fones: (11) 4654-3876 / 4654-3877 / 9-8114-8213
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