Alimentação na infância

Postado em 22 de outubro de 2018

A nutrologia estuda a interação dos alimentos com as atividades fisiológicas do ser humano. Realmente, somos o que comemos, desde o nascimento até a idade adulta. Os nossos hábitos alimentares podem determinar saúde ou doença (subnutrição ou obesidade).
Nesse contexto, a criança deve receber atenção especial quanto à nutrição mais adequada para o seu crescimento e desenvolvimento desde os primeiros dias de vida. As crianças em idade escolar apresentam algumas peculiaridades em relação à alimentação, por estarem em período de crescimento e desenvolvimento e em grande vulnerabilidade biológica, elas precisam de aporte nutricional adequado, pois a ausência e/ou deficiência de alguns nutrientes e/ou excesso de outros podem trazer problemas relacionados às condições de saúde da criança que poderão persistir ao longo da vida.
O consumo excessivo de calorias associado a um gasto calórico inferior ao consumido culmina em desequilíbrio energético, sendo uma das causas da obesidade, que é uma questão importante de saúde pública, uma vez que crianças podem apresentar problemas imediatos, como hipertensão arterial e resistência a insulina, doenças que antigamente eram encontradas apenas em adultos. Os dados de obesidade infantil no Brasil são preocupantes: aproximadamente 30% das crianças brasileiras ente 2 e 9 anos de idade têm sobrepeso ou são obesas, sendo que existem alguns momentos críticos de desenvolvimento da doença. Observa-se que 14% das crianças são obesas nos primeiros 5 anos de vida; 40% entre 6-7 anos, e 80% dos adolescentes. Isso é muito sério!
A mudança nos padrões alimentares ajudaria a explicar o contínuo aumento de tecido adiposo nas crianças, por haver redução no consumo de frutas, hortaliças e proteínas, com o aumento na ingestão de guloseimas (bolachas recheadas, salgadinhos, doces e refrigerantes, e outros alimentos ricos em farinha e açúcar), além da omissão do café da manhã. Na elaboração de lanches, a presença de alimentos in natura é importante por apresentarem maior biodisponibilidade de nutrientes e fibras; já os industrializados, por serem práticos e fáceis de transportar, podem compor lanches eventuais, desde que se tenha o cuidado de avaliar sua composição nutricional no momento da compra.
O que diferencia o lanche do “belisco” (alimento consumido de forma irregular e sem preencher recomendações nutricionais) é sua preparação, planejamento, qualidade e quantidade.
Os objetivos do tratamento da obesidade infantil são: obter redução do IMC (índice de massa corporal) e sua manutenção em longo prazo; prevenir a ocorrência de doenças associadas observadas em adultos; ter adequado desenvolvimento e crescimento e otimizar o desenvolvimento psicoafetivo e cognitivo.
Para o tratamento da obesidade da criança e adolescente é aconselhada uma intervenção no estilo de vida, sempre com ajuda de profissionais especializados: modificação de comportamento, dieta e/ou reeducação alimentar (mudanças definitivas), horas de sono adequadas, estímulo à prática de atividade física.

(Baseado em artigos do International Journal of Nutrology, de 2015 e 2017)

 

Por: Doutor Caruso
CESA – Centro Especializado em Saúde de Arujá – e CESA Estética
Contato: 4652-5035 / 97100-8881
www.cesaesteticaesaude.com.br

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